O Museu da Eletricidade, em Lisboa, anunciou, esta quarta-feira, que encerra para obras de requalificação a partir de segunda-feira, até 28 de junho, numa primeira fase de transição para o novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

De acordo com a Fundação EDP, que tutela o museu, em Belém, as obras, com duração de cerca de um mês, têm como objetivo requalificar o equipamento, integrado na Central Tejo, que passará a estar integrado no MAAT.

Ainda segundo a Fundação EDP, a Central Tejo vai reabrir ao público a 29 de junho com quatro novas exposições e com o seu circuito museológico – ligado à história e evolução da eletricidade – redesenhado.

Até domingo, o público poderá ver os últimos dias da exposição “World Press Photo”, exposição de fotojornalismo de nível internacional que apresenta cerca de 150 fotografias.

Entre elas estão, nomeadamente os trabalhos do australiano Warren Richardson, que conquistou o 1.º prémio do concurso com uma imagem que mostra dois refugiados a fazerem passar um bebé através de uma vedação de arame farpado na fronteira entre a Sérvia e a Hungria.

Também está patente o trabalho fotográfico do jornalista da Lusa Mário Cruz, que lhe valeu o primeiro prémio na categoria "Temas Contemporâneos", sobre as crianças raptadas na Guiné-Bissau e no Senegal e que são escravizadas em falsas escolas corânicas.

O MAAT, em Lisboa, tem abertura marcada para os dias 4 e 5 de outubro, com a exposição "Utopia/Distopia, Parte 1: Dominique Gonzalez-Foerster".

Situado nas margens do rio Tejo, na zona de Belém, o MAAT foi projetado pelo ateliê AL_A, liderado pela arquiteta Amanda Levete, e terá 7.000 metros quadrados para receber exposições sobre artes visuais e multimédia, arquitetura e cidade, tecnologia e ciência, sociedade e pensamento.

O novo museu irá estender a programação à Central Tejo, edifício do início do século XX que, até agora, tem funcionado como Museu da Eletricidade e com exposições de arte contemporânea.