Há diferentes tipos de vertigens e diferentes níveis de gravidade. O coordenador da unidade funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Cascais, Leonel Luís, esteve no "Diário da Manhã" da TVI onde explicou que muitas pessoas saem das urgências sem saber exatamente qual é o seu problema ou, então, com o diagnóstico de síndrome vertiginoso. 

Isso, defendeu, "não quer dizer rigorosamente nada a não ser que tem vertigens". E isso os doentes já sabiam. Dai que seja necessário fazer-se um de dois grandes diagnósticos: 

  1. "Temos uma coisa que está limitada ao ouvido ou ao nervo que sai do ouvido e que conseguimos tratar e reabilitar; ou temos um AVC a instalar-se numa situação em que a pessoa está em perigo de vida"

 

      2. "Podem ser vertigens posicionais (cerca de 60 mil doentes todos os anos têm este problema) que se tratam em dois minutos                ou que se podem prolongar durante meses ou anos"

Se sempre que se levanta ou deita  vê as coisas a andar à sua roda, pode ser o seu caso. E, com muitos destes doentes, o tratamento "pode ser imediato, num minuto, movendo a pessoa".

No Hospital de Santa Maria e no Hospital de Cascais o diagnóstico é feito com mecanismo inovador, um aparelho desenvolvido em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e com uma startup saída do técnico.

Trata-se de um aparelho portátil  que, através da análise dos movimentos oculares, permite saber qual o ouvido afetado ou se não é o ouvido, mas sim uma determinada parte do cérebro. E tem, atesta o médico especialista, uma "maior sensibilidade nas primeiras 72 horas do que uma ressonância com contraste".

O mecanismo está à espera de homologação, o que deverá a acontecer daqui a quatro meses, podendo assim chegar ao mercado nacional e estrangeiro, de onde já surgiram, de resto, muitas encomendas.