O presidente da Câmara de Monção admitiu esta terça-feira ter falhado a tentativa, junto da direção dos bombeiros, de pagamento dos salários em atraso, na origem da greve iniciada pela corporação, desde o meio-dia, a «qualquer serviço de socorro».

«Tentei a via do diálogo, mas foi-me dito pelo presidente da direção demissionária que não há liquidez para fazer [os pagamentos] e que, se fosse preciso provas, mostrava os extratos bancários. O que prometeu é que mal exista essa liquidez, será efetuado o pagamento. Agora quando não sei», afirmou à agência Lusa Augusto Domingues.

O presidente socialista da Câmara Municipal adiantou que «nada mais pode fazer» para ultrapassar a situação, «por se tratar de uma instituição que têm autonomia». «Tenho vindo a fazer todos os esforços no sentido de ultrapassar o problema. Já fiz duas reuniões para o efeito até com a presença do Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro (CODIS) e de elementos da Federação Distrital de Bombeiros, mas não resultaram», sustentou.

O autarca disse ter contactado o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) para garantir o socorro no concelho e colocar no terreno duas equipas de sapadores florestais para prevenir incêndios.

Manifestou-se confiante que o problema nos Bombeiros «venha a ser ultrapassado» na assembleia-geral do próximo dia 23.