A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda Nacional Republicana (ASPIG) defendeu hoje que, até 2020, seja feito um aumento de 5.000 efetivos no número de militares da GNR face à falta de meios que tem sido denunciada.

Admitindo que este aumento não seria, ainda assim, suficiente para suprir a falta de efetivos na GNR, devido ao número de militares que, anualmente, passam à reserva, a ASPIG considera que o reforço deve ser uma prioridade do Governo.

“Atendendo às notícias vindas a público sobre a falta de efetivos na Guarda Nacional Republicana”, a associação defende que “as prioridades do Governo, nos próximos Orçamentos do Estado - considerando as dificuldades financeiras alegadamente existentes – terão, necessariamente, de passar pelo aumento do efetivo da GNR”, refere a ASPG em comunicado hoje divulgado.

O reforço proposto é de 5.000 militares até 2020, mas a associação quer ainda uma “apurada gestão dos recursos humanos”.

Para a associação, é preciso fazer uma “correta distribuição destes [militares] pelas unidades e/ou valências, atendendo à especificidades destas”, além de simplificar a burocracia administrativa e contratar civis para os cargos administrativos, como forma de libertar efetivos para o serviço operacional.

Na terça-feira, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) admitiu existir falta de 600 militares efetivos na corporação e uma gestão de recursos humanos deficiente.

A posição foi tomada depois de o Jornal i ter divulgado que a recente saída de cerca de meio milhar de guardas para o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) deixou a GNR desfalcada e há postos que já não têm militares suficientes para garantir os patrulhamentos.

Segundo referiu na altura a APG, o défice de efetivos nos postos não pode ser entendido apenas como “consequência direta e única do reforço do GIPS”, mas também com “o reduzido número de ingressos anuais”.

De acordo com a associação, as entradas na GNR têm rondado as 300 por ano, o que “não chega para colmatar os 600 a 700 profissionais que, todos os anos, transitam para a situação de reserva”.

Num esclarecimento feito nesse dia, a GNR garantiu que o número de patrulhas feito pelo dispositivo territorial nos primeiros seis meses do ano foi idêntico ao do mesmo período do ano passado.