A associação ANIMAL entregou esta quarta-feira ao Ministério Público uma queixa-crime relativa ao caso de um cão que foi atirado de uma ponte na Cruz-Quebrada, no concelho de Oeiras.

De acordo com uma nota escrita enviada pela presidente da associação, Rita Silva, a ANIMAL requereu ainda que fosse constituída assistente no processo e a apreensão cautelar do cão.

A iniciativa vem no seguimento de um vídeo divulgado nas redes sociais que mostra um cão a ser atirado de uma ponte e que nadou até à margem para se salvar.

A lei é clara e, do que se pode constatar pelo vídeo colocado a circular pelo indivíduo em questão, a prática de crime de maus tratos a animais de companhia está presente. Assim, a ANIMAL requereu ao Ministério Público de Oeiras se dignasse a apurar responsabilidades e agir de acordo com o estabelecido pela lei", refere Rita Silva.

A presidente da associação indica ainda que o cão deve ser retirado ao seu detentor, por este "não reunir as condições mínimas necessárias para ser responsável por uma vida".

Na mesma nota, a advogada da ANIMAL neste processo, Alexandra Reis Moreira, sustenta que "a ocorrência indicia perversidade em grau elevado por parte do agente, pelo desprezo e indiferença que as filmagens revelam perante a visível aflição do animal, que se debate, momentos antes de ser atirado ao rio".