O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra nove arguidos pela prática dos crimes de associação criminosa, furtos qualificados, falsificações, danos e detenção de arma proibida, informa hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo uma nota publicada na página da internet da PGDL, ficou indiciado que os arguidos «constituíam um grupo estruturado de forma hierárquica, com divisão de tarefas entre si e com a finalidade de assaltarem sistematicamente postos de abastecimento de combustíveis, auferindo elevados proventos desses assaltos».

A PGDL explica que os suspeitos «executavam as ações criminosas utilizando veículos furtados, nos quais transportavam marretas, rebarbadoras, e pés de cabra adequados a abrirem buracos, a quebrarem vidros e portas, a serrarem grades ou a inutilizarem sistemas de comunicações de rádio em circuito fechado».

Uma vez no interior dos postos de abastecimento de combustíveis (PAC), os arguidos apropriavam-se de grandes quantidades de tabaco, de dinheiro guardado em cofres e de todos os valores facilmente transportáveis, sendo as ações cuidadosamente planeadas e asseguradas as vias de escoamento dos produtos subtraídos.

«Os arguidos agiram desta forma criminosa no período entre maio e dezembro de 2013, tendo assaltado PAC e empresas sitas designadamente na zona de Lisboa, Oeiras, Torres Vedras, Malveira, Marinha Grande, Loures, Alcochete, Oliveira do Bairro, Caldas da Rainha, Palmela e outras localidades da margem sul», sublinha o MP.

A acusação, citada pela PGDL, frisa que só foi possível pôr cobro a esta atividade após sucessivas ações de vigilância da GNR, que terminaram com a detenção de cinco dos principais arguidos na madrugada de 06 de dezembro de 2013, os quais continuam em prisão preventiva.

Os suspeitos, todos oriundos da Roménia, não tinham qualquer profissão conhecida.

A PGDL refere ainda que «a investigação revestiu-se de excecional complexidade, concentrou cerca de 12 processos com relatórios fotográficos e autos de visionamento que foram decisivos para a identificação dos membros do grupo, sua detenção e desmantelamento».