Sete pessoas foram constituídas arguidas e sujeitas a termo de identidade e residência, no decurso de uma operação de combate ao jogo ilegal, levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana (GNR) na ilha da Madeira.

A operação, que aconteceu na terça-feira, conduziu ainda à apreensão de sete máquinas de jogo ilícito, designadas por "Banca de Jornais", dois "tablets", dois telemóveis e um ponto de acesso de internet mobile WiFi. A mercadoria foi avaliada em 5.550 euros.

A GNR informa, em comunicado, ter detetado, em diversos locais da região, a existência em alguns estabelecimentos comerciais de equipamentos informáticos tipo "tablet", que inicialmente apresentavam uma aplicação informática para leitura de jornais e revistas, mas que, selecionando uma sequência codificada, iniciava uma outra aplicação que disponibilizava aos clientes jogos de fortuna ou azar.

A GNR salienta que, de acordo com a lei vigente, os jogos de fortuna ou azar só podem ser explorados e praticados nos casinos existentes em zonas de jogo permanente ou temporário criadas por decreto-lei, que no caso da Região Autónoma da Madeira se cinge exclusivamente ao Casino da Madeira.

"Consideram-se 'jogos de fortuna ou azar' aqueles cujo resultado é contingente por assentar exclusiva ou fundamentalmente na sorte, como é o caso da roleta, slot machine, black jack, entre outros", refere o comunicado, lembrando que a prática destes jogos constitui crime punido com prisão até dois anos e multa até 200 dias.

Esta operação de combate ao jogo ilegal foi empreendida pela Seção de Informações e Investigação Criminal do Comando Territorial da Madeira da GNR e contou com a colaboração técnica de três inspetores do Serviço de Inspeção de Jogos do Turismo de Portugal.