O incêndio florestal que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande já consumiu quase 26 mil hectares de floresta, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

O EFFIS, do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra que o incêndio que começou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, tinha até esta segunda-feira 25.969 hectares de área ardida.

Em 2016, o incêndio que começou em Arouca, no distrito de Aveiro, e evoluiu para o concelho de S. Pedro do Sul, em Viseu, consumiu 21.910 hectares e foi aquele que registou a maior área ardida no ano passado, de acordo com dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A área consumida pelo incêndio florestal em Pedrógão Grande já representa três vezes a dimensão de Lisboa (8.500 hectares) e seis vezes a do Porto (4.200 hectares). Fazendo uma comparação com algumas capitais europeias, a área ardida equivale a cerca de metade da área da cidade de Madrid (604.000 hectares) e a mais do dobro da área da capital francesa, Paris (105.000 hectares).

Relativamente a Londres, a área ardida desde sábado na região Centro de Portugal representa cerca de um sexto (ou 16%) da dimensão da capital de Inglaterra (157.200 hectares).

Já numa comparação com a capital da Alemanha, a área ardida equivale a um terço da cidade de Berlim (que tem 89.200 hectares).

O fogo, que deflagrou às 13:43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

O último balanço oficial dá conta de 64 mortos e 135 feridos. Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

Além de Pedrógão Grande, existem quatro grandes fogos a lavrar nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco.

O último balanço do fogo que começou no concelho de Pedrógão Grande dá conta de 64 mortos civis e 136 feridos.

Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

Este incêndio alastrou também para os distritos vizinhos de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã, e Coimbra, pelo município de Pampilhosa da Serra.

De acordo com o EFFIS, que através de imagens de satélite contabiliza quase em tempo real a área ardida, o fogo no concelho da Pampilhosa da Serra consumiu 7.310 hectares, enquanto o incêndio da Sertã tem 481 hectares de área ardida.

Num relatório que não inclui dados do fogo em Pedrogão Grande, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) revelou esta segunda-feira que os incêndios florestais consumiram 15.184 hectares até 15 de junho, uma área ardida quase 12 vezes superior ao mesmo período de 2016.

O relatório provisório do ICNF adianta que o ano de 2017 apresenta “o quarto valor mais elevado de área ardida” da última década, por comparação com o mesmo período. O documento indica ainda que este ano regista “o terceiro valor mais elevado em número de ocorrências” desde 2007.