A Câmara de Oeiras vai disponibilizar cerca de 25 mil euros para apoio ao pagamento das rendas das habitações onde vão morar cinco famílias de refugiados que vão chegar ao concelho.

Num protocolo assinado esta quarta-feira com o Conselho Português para os Refugiados (CPR), o presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, considerou o momento "muito importante e simbólico".

É um tema que está na ordem do dia e seria muito fácil utilizá-lo com mediatismo, do que resolver de forma séria. A Câmara de Oeiras mostrou-se disponível logo desde a primeira hora para ajudar", afirmou.

O autarca sublinhou que o apoio da autarquia será dado em todo o processo de integração social.

O processo é mais complexo do que só entregar casa. Vamos acompanhar as famílias no seu dia-a-dia, nos seus hábitos", sustentou.

Para a presidente do CPR, Maria Teresa Morais Mendes, o acordo celebrado esta quarta-feira é também "muito importante" e reflete "grande sensibilidade" da Câmara de Oeiras.

Tem sido um processo muito lento de ser posto em execução, porque nem todos os Estados-membros da União Europeia têm tido uma posição muito solidária, mas Portugal deve orgulhar-se, porque tem dado exemplo de abertura dentro das suas possibilidades", acrescentou.

A diretora do departamento da Ação Social da Câmara de Oeiras, Júlia Cardoso, adiantou à agência Lusa que uma das famílias de refugiados já chegou ao concelho na semana passada e foi-lhe entregue uma casa em Paço de Arcos, embora o tempo de execução seja curto.

Recebemos um telefonema do CPR a dizer que ia chegar uma família e numa semana tivemos de encontrar uma casa para alojar esta mãe e os dois filhos, vindos da Eritreia. Temos estado com eles todos os dias para que rapidamente ganhem hábitos e se sintam apoiados", contou.

De acordo com o protocolo, a Câmara de Oeiras ficará incumbida de conceder apoio aos beneficiários alojados no acesso a cuidados de saúde, acesso à educação e formação, bem como apoio na inscrição respetiva junto da Segurança Social.

Além disso, comprometem-se também a disponibilizar aos alojados, através de parceiros locais e voluntários, acesso a formação em língua portuguesa.

Os apoios abrangem cinco famílias, num limite de 20 pessoas e serão atribuídos por um período de 18 meses.