Uma caixa multibanco em Creixomil, Guimarães, tem afixado um irónico apelo para que qualquer assalto seja feito fora das horas de expediente da loja onde está instalada, mas na segunda-feira os ladrões decidiram não esperar pelo fecho do estabelecimento.

“A gerência agradece que qualquer assalto seja feito fora das horas de expediente”, lê-se no “aviso” afixado por cima da caixa multibanco.

Na segunda-feira, pelas 17:00, numa altura em que o funcionário de uma empresa de segurança se preparava para carregar aquela caixa, dois indivíduos encapuzados e armados entraram na loja e roubaram uma quantia em dinheiro num montante não divulgado.

No assalto, ameaçaram quer o funcionário da empresa de segurança quer um cliente que se encontrava dentro da loja.

“Foram ameaças com muita convicção, intimidatórias q.b., com armas apontadas, mas as pessoas foram inteligentes, não ofereceram resistência, eles levaram o que queriam e foram-se embora. Ficou o prejuízo e ficou o susto”, referiu o dono da loja “Ecopção”.

Ernesto Vieira sublinhou que não se tratou de um assalto à caixa multibanco, mas sim ao funcionário da empresa de segurança.

No “aviso” afixado por cima da caixa multibanco, o dono da loja pede ainda que, em caso de assalto, seja deixada “um comentário para melhorar a segurança”.

“Os assaltantes não deixaram qualquer comentário, mas eu diria que, se calhar, os funcionários das carrinhas de valores talvez deveriam ter cuidados redobrados quando procedem a operações deste tipo”, referiu Ernesto Vieira.

O “aviso” vai mais longe: “Agradecemos a preferência mas, em caso de assalto, não nos responsabilizamos pelas notas manchadas com tinta”.

No caso do assalto de segunda-feira, as notas não chegaram a entrar na caixa, pelo que não ficaram manchadas.

Por fim, o aviso diz que “qualquer assaltante, em caso de roubo, desde já autoriza a colocação do vídeo no Youtube”.

Aquela caixa já está ali instalada há mais de 10 anos e nunca havia sido assaltada.

Há anos, numa altura em que proliferavam ataques com gás, chegou a ser contestada por “um ou dois moradores” no prédio, mas Ernesto Vieira promoveu uma espécie de sondagem no Facebook, que concluiu que a “esmagadora maioria” defendia a manutenção da caixa.

(Foto de arquivo)