De malas feitas para a Antártida.
 


 

Ir para o interior da Antártida, a 1.000 km das zonas turísticas de quem vai ver pinguins, não é tarefa fácil, nem previsível.

Aguardamos ordens de embarque que podem ser canceladas em cima da hora por causa do mau tempo. O que já aconteceu uma vez. Os pilotos russos não levantam de Punta Arenas se no destino houver vento forte ou fraca visibilidade.

Cada vez que temos armas e bagagens prontas, alguém chega a dizer que voltamos a falar dali a 12 horas.





Estamos com os níveis de ansiedade muito elevados. Esta espera aumenta o nervoso miudinho. Sair do hotel é a única possibilidade para descontraír. Está muito vento e frio, o que é a normalidade por estes lados. O que vale é que há sempre um local quentindo para aconchegar o corpo e o estômago. 


Junto uma foto de um caldo de mariscos delicioso. 


O João e o Miguel andam preocupados com a táctica para a maratona tendo em conta os 20 graus negativos, a neve e a possibilidade de vento.

Nada que um chocolate quente não ajude.





Ontem a organização fez o briefing de receção aos aventureiros e distribuiu os números dos concorrentes. Foram explicados os perigos e os cuidados a ter. Estava tudo de olho arregalado a ouvir todos os detalhes. Como seria a viagem de avião, onde iríamos dormir, o que há no campo onde vão ficar instalados. Foi o momento em que todos começaram a sentir um pouco mais na pele o que os espera. Alguns sabem porque já correram no Pólo Norte, mas os outros nem fazem ideia. Há até quem nunca tenha corrido uma maratona na vida e se aventure para este desafio perigoso. Mas disse falarei nos próximos dias.





Daqui a umas horas há novo briefing. Pode ser que seja desta que partimos. Se tudo correr bem, amanhã poderá aqui ver as primeiras imagens da nossa viagem para o maior deserto gelado do mundo, onde nunca chegou um jornalista português.

Faltam três dias para o Repórter TVI, no Jornal das 8, de domingo dia 13.