Cerca de 2,5 milhões de portugueses (um quarto da população) deslocam-se a pé diariamente e cerca de 75 mil utilizam a bicicleta todos os dias nas suas deslocações, revelam dados do Instituto Nacional de Saúde hoje divulgados.

Contudo, a maioria da população com 15 ou mais anos não praticava qualquer atividade desportiva de forma regular (5,8 milhões), adianta o “Inquérito Nacional de Saúde 2014” realizado em todo o país, entre setembro e dezembro de 2014, em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Os dados referem também que 1,4 milhões de pessoas praticavam exercício físico, um a dois dias por semana, enquanto para 422 mil portugueses esta era uma prática diária.

Cerca de 4,2 milhões de pessoas com 15 ou mais anos (47%) desempenhavam as suas tarefas diárias sentadas ou em pé, em atividades que envolviam um esforço físico ligeiro.

Já cerca de 923 mil (10,4%) exerciam trabalhos fisicamente exigentes, adianta o inquérito, que tem como objetivo principal caracterizar a população residente com 15 ou mais anos em três grandes domínios: estado de saúde, cuidados de saúde e determinantes de saúde relacionadas com estilos de vida.

Os resultados do inquérito revelam ainda que, em 2014, mais de metade da população com 18 ou mais anos (4,5 milhões) tinha excesso de peso ou era obesa,

Para cerca de 3,8 milhões de pessoas (44%) o índice de massa corporal correspondia à categoria de peso normal e cerca de 155 mil pessoas (1,8%) tinham baixo peso.

Segundo o estudo, a obesidade atingia 1,4 milhões de pessoas com 18 ou mais anos, sendo as mulheres mais afetadas do que os homens.

Ainda de acordo com os resultados do inquérito, a obesidade afetava principalmente a população entre 45 e 74 anos.

Eram sobretudo as mulheres residentes nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira e no Alentejo que registavam as proporções mais elevadas de população obesa.

O inquérito revela também que cerca de metade da população residente com 15 ou mais anos (4,5 milhões de pessoas) mostrava-se satisfeita ou bastante satisfeita com a vida no final de 2014.

O grau de satisfação com a vida aumentava com o nível de escolaridade: 39,5% das pessoas sem qualquer nível escolar e 62,4% das pessoas que tinham terminado o ensino superior estavam satisfeitas ou bastante satisfeitas.

Mais de metade da população residentes nas regiões autónomas e na região Norte referiu estar satisfeita ou bastante satisfeita com a vida.

As regiões do Alentejo, Algarve e Área Metropolitana de Lisboa destacavam-se por uma maioria de pessoas menos satisfeitas com a vida, refere o INE.