graffitiA Luta Voltou Ao Muroinflamar a comunidade científica nas redes sociais

Análise Social



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O graffito mais polémico 


Análise Social, 


«Se é isto a tão incentivada - pela FCT, pelo Governo, pela UE - ligação das universidades às empresas, então não quero ligação das universidades às empresas. Sobretudo nas ciências sociais, que não são nem meros instrumentos de sistematização de informação, nem criadoras de patentes. São formas de análise e reflexão crítica da e sobre a sociedade e, como tal, o seu financiamento deve ser público. É claro que é ótimo haver também financiamento privado, nomeadamente por parte de fundações que queiram assim prestigiar-se - mas devem fazê-lo no respeito pela liberdade científica, como aliás acontece com várias instituições pelo mundo fora.
 
O poder democrático critica-se livremente - ou não há democracia. Já o poder empresarial não, porque não é (nem tem de ser) democrático. O que aconteceu com a Análise Social parece, infelizmente, revelar isto. Podia ter sido com outra revista, com outro centro. Diz-nos respeito a todos e considerações de ordem institucional ou pessoal (os nossos 'vested interests' ou as nossas afinidades eletivas) não nos devem impedir de levar este caso muito a sério».


GRAFITTI «OBSCENOS»?

Análise Social foi suspensa graffiti

TVI24não foi contactado por nenhum dos visados

mau gosto e uma ofensa a instituições e pessoas que eu não podia tolerarTVI24Análise Social

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onlinereunião de emergênciafonte e localização das imagens – uma das quais de conteúdo obsceno, com ofensas de natureza pessoal – violando assim um requisito indispensável em publicações de natureza científica».

Para o diretor do ICS, estava em causa a imagem da instituição e, por isso, refuta as acusações de censura que lhe têm sido feitas:
 

«Acresce ainda que o conteúdo de imagens desse ensaio era reproduzido na capa da própria revista e no seu interior, permitindo inferir que a responsabilidade da reprodução envolvia directamente a instituição que detém a propriedade editorial da revista, que na sua capa inscreve a identificação da Análise Social como sendo “Revista do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa”. Tratava- se, assim, de uma opção editorial que não respeitava regras deontológicas elementares nem princípios tácitos de responsabilidade institucional.

(…) Na discussão pública produzida sobre este assunto, têm sido feitas alusões inaceitáveis a gestos de “censura”. A Direcção do ICS repudia categoricamente tal insinuação e reafirma a sua determinação em prosseguir o trabalho em favor do desenvolvimento das ciências sociais, fiel aos princípios de independência e liberdade académica que sempre nortearam a sua acção».


TVI24suspensão da revista por causa do seu ensaio visual era um ato de «censura»

«Argumenta-se que o ensaio visual não “justificava a selecção nem identificava a fonte e localização das imagens” nem foi “submetido a sistema de arbitragem científica”. Pois não, porque a tal não era obrigado, como aliás está evidente noutros ensaios visuais publicados pela Análise Social.
 
Nada justifica, a meu ver, o moralismo anacrónico que está na base de uma atitude que revela o extremo conservadorismo de uma academia que se escandaliza com “palavras feias”, com impropérios e vernáculo de rua. Nem toda a política é bem-pensante e erudita (felizmente, diria eu…). Muito menos em tempos de agitação social, desespero e revolta. A política da rua pode chocar e escandalizar, mas deve merecer a atenção da academia (diria eu…).

Perante a qualificação das imagens como “obscenas”, apenas me apraz dizer que obsceno é todo e qualquer acto de “gestão de conteúdos” desta natureza».





PRÓS, CONTRAS E NOVAS IDEIAS


Análise Socialartigo escrito no jornal «Público»a separação entre a responsabilidade editorial e a propriedade da publicação é um princípio sagrado da liberdade de expressãoAnálise Social

TVI24São custos menores para a defesa da imagem do ICSTVI24

Análise Social»graffitigraffitiResponsabilizá-lo pelo conteúdo dos graffiti é tão descabido como supor que um historiador que edite a correspondência de Salazar é salazarista. Ou que um outro que estude as representações visuais de Hitler seja nazi

Análise Social numa carta à diretora apoio inequívoco à decisãoAnálise Social

poststweetsAnálise Socialuma «censura burra»Análise Social

«Um dos argumentos que o diretor do Instituto de Ciências Sociais apresentou para censurar a revista Análise Social foi a defesa do "bom nome" da instituição. Pois não há nada que mais afete o bom nome de uma instituição científica e de uma revista do que a censura. É uma mensagem com repercussões científicas, pedagógicas e até políticas. Qualquer sinal de tolerância com este ato será um apelo à autocensura», escreve Daniel Oliveira.



Análise Socialposts

«Num comunicado em que formaliza argumentário lamentável que torna muitíssimo improvável a reconsideração, o Senhor Director do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa menciona insinuações de censura. Não insinuarei; categoricamente afirmo que a decisão de suspender a publicação do último número da Análise Social por causa do ensaio visual da autoria de Ricardo Campos é um acto de censura "pura e dura."», escreve Sedas Nunes.


O caso da revista 212 já passou para o campo do humor«Cheira bem, cheira a censura»

«Estava a pensar em mudar os slogans das manifs e dos graffitis e talvez a Paula Bobone tenha sugestões. "Ide-vos embora dentro em pouco, excelências", acho que ficava bem, não? Ou: "não apreciamos o vosso labor!" Claro que em vez de "rua" temos de lhes indicar que têm de ir para uma avenida (ou um condomínio?). Melhor ainda: "não vos sacrifiqueis mais por nós, já são horas de as crianças se deitarem..."».





programa «Governo Sombra»TVI24

graffitoCunhal tem um cancro. Cancro, cumpre o teu dever

Se as pessoas começam a ficar chocadas com a interceção entre a análise académica e o ativismo politico, a sociologia começa a ser interdidata
Para João Miguel Tavares, o que aconteceu foi um «ato de censura muito estúpido», porque levou o ensaio visual A Luta Voltou ao Muro fosse visto e analisado por muitas mais pessoas, ou seja, teve o efeito contrário ao desejado.