A greve nacional da função pública, convocada pela Frente Comum, começou à meia-noite de sexta-feira, com os hospitais a serem os primeiros serviços afetados pela paralisação, segundo disse a dirigente sindical, Ana Avoila.

Temos no Hospital de S. José, 100%, Amadora-Sintra, 100%, a Estefânia, 100%, o Hospital S. Francisco Xavier a 95%", elencou a sindicalista ouvida em direto pela jornalista Laura Ravéra, na 25.ª Hora da TVI24.

Ana Avoila, que acredita numa “grande adesão à greve” de sexta-feira, acrescentou que também nas autarquias, a recolha do lixo poderá ser afetada durante esta noite.

A dirigente da Frente Comum antevê ainda que “muitas escolas irão fechar” na sexta-feira por falta de auxiliares, administrativos e docentes.

Os professores também marcaram uma greve, convocada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) em defesa dos direitos, das carreiras, da estabilidade e dos salários.

A greve será cumprida por educadores de infância, professores do ensino básico e secundário, docentes do ensino superior, investigadores e demais trabalhadores científicos que trabalham em serviços públicos ou de resposta social.

Em causa na greve nacional está a falta de respostas às reivindicações da Frente Comum, segundo a mesma, como o aumento dos salários na função pública, o descongelamento "imediato" das progressões na carreira e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores.

Esta é a segunda greve nacional dos trabalhadores da administração pública com o atual Governo e a primeira convocada pela Frente Comum de Sindicatos, segundo a listagem cedida pela estrutura sindical.

A primeira greve com o executivo de António Costa ocorreu em 29 de janeiro de 2016 e foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Administração Pública. Em causa estava a reposição das 35 horas semanais de trabalho.