O incêndio florestal que lavrou durante a noite na serra do Marão, em Amarante, destruiu cerca de 25 hectares de pinhal, disse à Lusa o comandante dos bombeiros locais. De acordo com Rui Ribeiro, o combate ao fogo «foi particularmente difícil, porque as chamas afetaram uma zona muito íngreme, com acessos muito difíceis para as viaturas».

O facto de o pico do fogo ter ocorrido durante a noite complicou ainda mais o combate, obrigando, segundo o comandante, a redobrar os cuidados.

O alerta para o fogo foi acionado cerca das 18:00 de quinta-feira e foi dado com extinto às 8:30 desta manhã. No terreno, às 11:00, ainda se mantinham as operações de rescaldo.

Os meios operacionais, de várias corporações do distrito do Porto e constituídos por 73 bombeiros e 21 viaturas, estiveram no terreno mais de 12 horas.

As chamas começaram na zona de Espinheiro, na freguesia de Candemil, evoluindo em direção à ermida da Senhora de Moreira. Além do pinhal, o fogo também destruiu cerca de 10 hectares de uma zona de mato.

Nos últimos dias, devido às altas temperaturas, têm ocorrido vários incêndios no concelho de Amarante, apesar de os meios da proteção terem permanecido em alerta amarelo para acorrerem rapidamente aos sucessivos reacendimentos.

No domingo e na segunda-feira, lavrou o incêndio de maior dimensão deste verão no concelho, consumindo várias centenas de hectares e mato e floresta, na zona de Sanche, e mobilizando mais de uma centena de bombeiros.

Na quarta-feira, a proteção civil municipal conclui a abertura de uma faixa com cerca de dois quilómetros de extensão para evitar que eventuais reacendimentos do grande incêndio pudessem chegar a uma zona sensível de mata na localidade de Aboadela, designada S. Bento.