Seis deputados do PSD exigiram esta terça-feira ao Governo esclarecimentos sobre o encerramento temporário da autoestrada 14 (A14), na zona de Maiorca, Figueira da Foz, devido ao aluimento do piso que cortou a circulação naquela via no fim de semana.

Na pergunta a que a agência Lusa teve acesso, dirigida ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, o PSD alega que o encerramento daquela via entre os nós de Vila Verde e de Santa Eulália "está a acarretar elevados prejuízos às populações e à economia de toda a região de Coimbra e Figueira da Foz, lançando um verdadeiro caos nas rodovias envolventes".

No texto, os deputados Margarida Mano, Manuel Rodrigues, Maurício Marques, Fátima Ramos, António Costa da Silva e Luís Leite Ramos querem saber "quais as iniciativas governamentais para apuramento das causas do aluimento de terras que levou ao encerramento e das responsabilidades inerentes" e que medidas vai o Governo tomar para além das já anunciadas, onde se incluem a reparação da A14 com construção de uma nova passagem hidráulica para substituir a que colapsou e a instalação de uma ponte militar entre a autoestrada e a EN 111.

O PSD pergunta ainda se o Governo considera entre as medidas adicionais a "supressão dos custos de portagens nos troços da A14 não encerrados ou em troços alternativos da A1 ou da A17", o incremento da segurança rodoviária nos troços alternativos "em especial através do reforço do policiamento", a disponibilização de transportes públicos alternativos e a "compensação futura pelos prejuízos causados em estradas das redes nacional e municipal".

Quais as medidas que o Governo vai implementar para garantir a segurança dos utentes destas infraestruturas", perguntam ainda os deputados do PSD, que exigem ainda saber se o Governo pretende responsabilizar a concessionária Brisa "pelos vultuosos prejuízos causados, nomeadamente imputando-lhe os custos das medidas anunciadas e de outras que se venham a tomar".

Na pergunta, os deputados questionam ainda se levando em conta os "significativos prazos previstos" para as medidas anunciadas (sete a nove dias para instalação da ponte militar na EN111 e de seis a sete semanas, segundo a Brisa, para o restabelecimento da circulação na A14, prazo que hoje o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d'Oliveira Martins, alargou para sete a nove semanas) que "avolumam os prejuízos referidos", o Governo prevê exigir a redução de tais prazos.

A A14 está interdita à circulação automóvel, na zona de Maiorca, concelho da Figueira da Foz, desde as 08:30 de domingo, na sequência de um aluimento do piso.

A EN111, que deveria funcionar como "alternativa natural" à autoestrada A14, está também interrompida ao trânsito, nos dois sentidos, devido a obras na zona das Pontes de Maiorca, estando o tráfego entre a Figueira da Foz e Coimbra a processar-se por vias secundárias, num percurso de 12 km entre Quinhendros (Montemor-o-Velho) e Maiorca, onde regressa à EN111.