O professor Francisco Varatojo veio esta quinta-feira, na antena da TVI24, defender a necessidade dos portugueses se alimentarem melhor.

“Em muitas situações do dia-a-dia, se a pessoa tiver uma alimentação adequada, se tiver atividade física, se repousar, se tiver um estilo de vida relativamente são, os problemas recuperam e começam a haver cada vez mais estudos clínicos nesse sentido”.


Os alimentos são importantes para as “doenças cardiovasculares, diabetes, cancro da próstata” e também para a “depressão”, acrescentou.

“Muitas vezes a depressão tem a ver com níveis de açúcar instáveis ou com uma baixa quantidade de serotonina ou com outros aspetos biológicos diretos. Quanto começamos a comer de uma forma mais equilibrada, quando os níveis de açúcar estabilizam ou quando a serotonina sobe, os estados depressivos tendem a melhorar imenso. Cereais integrais são bons para a depressão, amendoins parecem ser eficazes na depressão, couve... Depende muito, não há um truque mágico. Comer de uma forma mais adequada claramente que ajuda os nossos estados de espírito”, explicou Francisco Varatojo.


“O que leva os alimentos a recuperar é que, se tivermos uma alimentação sã, o organismo tem a capacidade de recuperar melhor por si mesmo”.

Francisco Varatojo deu alguns exemplos que veem no seu livro  Os alimentos também curam: “Os vegetais verdes são muito bons para a saúde em geral. Os vegetais verdes são muito importantes para a saúde. Há muita coisa verde para além da alface”, como “nabo, cenoura abóbora, brócolo”, concluiu.
 

Mudar mentalidades antes de mudar a alimentação

 

Francisco Varatojo deixou um conselho: “A pessoa tem que se responsabilizar por si. Não basta tomar um comprimido e ficar sentado”.


“A nossa vida é a nossa responsabilidade e esse é um ponto que quer queiramos aceitar quer não, a nossa vida não é responsabilidade dos médicos nem dos políticos. Cada um deve saber tomar conta de si mesmo. Evidentemente, há fatores externos, mas as escolhas são sempre nossas e são as escolhas que nós fazemos na vida que determinam grandemente a qualidade de vida. Pessoalmente, a responsabilidade deve ser nossa e esse é o aspeto mais importante e a alimentação é uma questão de responsabilidade pessoal”, disse.