Os últimos participantes na festa ilegal realizada na margem da barragem de Odivelas, Ferreira do Alentejo, saíram hoje do local, sob vigilância de aproximadamente 50 militares da GNR, revelou a força de segurança.

«Na segunda-feira, notificámos as pessoas que ainda lá estavam e, hoje, fomos ver se a ordem era cumprida. As últimas dezenas acataram o que tínhamos dito e acabaram por sair, de forma pacífica», disse à agência Lusa fonte do Comando Territorial de Beja da GNR.

Segundo a mesma fonte, apenas «cerca de meia dúzia de viaturas» ainda permanecem no local: «Em alguns casos, os proprietários perderam as chaves, noutros os veículos estão avariados».

Os donos, continuou, «aguardam a chegada de um reboque ou estão a tentar arranjar as viaturas», tendo-se comprometido a sair mal resolvam esses problemas.

A fonte da Guarda contactada pela Lusa explicou que a operação de hoje, para mandar sair os últimos participantes da «rave« ilegal, envolveu «cerca de 50 militares».

A ação, frisou, inclui militares «de todas as vertentes» de atuação do Comando Territorial de Beja da GNR, incluindo o Destacamento de Intervenção e núcleos de Investigação Criminal.

Após a saída dos participantes na festa, o espaço na margem da albufeira que serviu de palco para o acampamento ilegal, iniciado na quinta-feira passada, «ficou limpo, sem lixo espalhado», afiançou o mesmo responsável da GNR de Beja.

«Quase todo o lixo foi levado pelos participantes. O que ainda lá ficou está ensacado e os sacos foram colocados perto da zona de saída do espaço», acrescentou.

O presidente da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas (ABORO), proprietária dos terrenos onde decorreu a festa ilegal na barragem, disse à Lusa, na segunda-feira, que não tinha autorizado a «rave» e admitiu apresentar queixa se o local ficasse com lixo.

A festa, alegadamente convocada através da Internet, segundo a GNR, chegou a juntar «cerca de duas mil pessoas», a maioria estrangeiros, que acamparam nas imediações da água, em caravanas ou tendas.

A iniciativa foi contestada por outros frequentadores da albufeira e motivou queixas à GNR apresentadas por turistas e pelo parque de campismo local, devido ao ruído e ao volume elevado da música, que foi transmitida na sexta-feira e no sábado.

A GNR, no sábado, fez uma ação de fiscalização na festa e apreendeu o material sonoro. Após essa ação, cinco militares sofreram ferimentos ligeiros, ao serem atingidos por objetos, nomeadamente pedras, atirados alegadamente por participantes da festa.

Os participantes da «rave» começaram a abandonar o espaço no domingo, tendo sido essa a operação concluída hoje pelos militares da Guarda.