A GNR mantém, nesta segunda-feira, um forte dispositivo na zona de Vila Real empenhado nas buscas pelo suspeito dos crimes de Aguiar da Beira, avistado ao final da tarde de domingo numa aldeia junto à cidade.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que o dispositivo está montado no terreno, com muitos militares também concentrados em alguns pontos, onde estão a parar algumas viaturas, pedindo aos condutores para abrirem as malas.

Pedro Dias foi avistado no domingo por uma patrulha da Guarda na zona industrial de Vila Real e na aldeia de Constantim, horas e cerca de 100 quilómetros depois de alegadamente ter roubado um carro em Arouca.

Populares contaram que o presumível homicida terá passado por uma rua central de Constantim, onde teve de parar atrás de um carro que fazia manobras de estacionamento.

O condutor desviou-se para deixar passar o carro branco alegadamente roubado em Arouca e, numa segunda tentativa de estacionamento, o condutor de Constantim acabou por impedir também a passagem dos militares da GNR.

De imediato a GNR montou uma operação de caça ao homem, com dezenas de militares, ainda agentes da PSP e elementos da PJ, no terreno.

Logo depois, alguns populares ligaram para as autoridades a dar conta de avistamentos do alegado homicida, nomeadamente nas aldeias de Carro Queimado ou São Cibrão.

Horas antes, a GNR afirmara que um homem, que tudo indica ser o suspeito dos crimes de Aguiar da Beira, tinha sequestrado um casal de idosos numa residência em Moldes, Arouca (distrito de Aveiro) e roubara a viatura de um deles, pondo-se em fuga.

A GNR está focada na zona de Vila Real, mas continua a exercer ações também nos distritos limítrofes, tanto a norte como a sul.

Durante a noite, o porta-voz da GNR, major Marco Cruz, disse que a “prioridade continua a ser a segurança das populações mais isoladas, principalmente nos distritos de Viseu, Aveiro e Guarda".

Estamos a falar de um suspeito que já mostrou que é perigoso. A prioridade continua a ser a segurança das pessoas, que é preciso acautelar”, frisou.

O porta-voz da GNR acrescentou que os comandos territoriais “têm trabalhado muito no sentido de procurar o principal suspeito", continuando a "investigação criminal e a recolha de indícios”.

Continua assim, segundo a mesma fonte, a "estratégia seguida nos últimos dias", sendo que a GNR "se mantém alerta desde o dia dos acontecimentos".

Foi há uma semana que um militar e um civil foram assassinados a tiro em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, onde também um outro militar e uma civil ficaram feridos com gravidade.

Já durante a tarde, na zona de Candal, um outro militar da GNR foi também ferido com uma arma de fogo.

O presumível homicida encontra-se, desde então, em fuga, apesar das operações policiais em curso para o capturar.