A Câmara de Lisboa informou hoje que já aplicou um «plano de limpeza e manutenção» da Doca da Caldeira na Ribeira das Naus, para eliminar a poluição daquelas águas.

No seguimento de um pedido de esclarecimento solicitado pela Lusa, a Câmara de Lisboa assegurou, numa resposta escrita, que «já implementou um plano de limpeza e manutenção da Doca da Caldeira, de forma a assegurar a retirada dos resíduos resultantes da utilização do espaço público pelos utentes», como garrafas e latas, «e da acumulação de outros detritos».

Segundo a autarquia, «estão também a ser avaliadas outras medidas que visam diminuir a proliferação de algas na água do rio».

A resposta da autarquia surgiu após o vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa ter alertado, esta manhã, para a poluição da Doca da Caldeira, situação que, de acordo com o autarca, se verifica há cerca de três semanas.

Na segunda-feira, o vereador da oposição visitou o local e observou «a água castanha parada, o lixo que [ali] flutua e os mosquitos», como também verificou hoje a Lusa.

«Tem de ser avaliado se há perigo ou não para a saúde pública», frisou o centrista, referindo que poderão «estar reunidas as condições» para tal, agravadas com o calor.

A autarquia socialista acrescentou, na mesma nota, que a circulação da água na Doca da Caldeira «é efetuada através de sistema de vasos comunicantes, ou seja, a água não está estagnada, sendo a sua renovação efetuada consoante as marés».

A Doca da Caldeira e a Doca Seca foram reabertas em meados de julho, após terem sido recuperadas durante a segunda fase de intervenção na Ribeira das Naus.

A segunda fase das obras começou há cerca de um ano, quando a Câmara de Lisboa inaugurou a primeira fase da intervenção na frente ribeirinha daquela avenida, que incluiu a requalificação de infraestruturas, a construção da nova avenida e o avanço da margem sobre o rio.

Nesta intervenção mais recente foi também criado um novo jardim, que já atrai várias pessoas ao local.

As obras na Ribeira das Naus representam um investimento total de 10 milhões de euros, dos quais 6,5 milhões ao abrigo do Quadro de Referência Estratégico Nacional.