O ministro da Agricultura apresentou esta terça-feira a campanha «Previna-se e Viva», que passa por recomendar à população que guarde alimentos na despensa e numa mochila de emergência para responderem a situações de crise.

Num supermercado de Lisboa, António Serrando admitiu que já anteriormente, em 2005, tentou fazer avançar este dossier, que é uma «resposta obrigatória» dos Estados-membros da Nato. As perspectivas de segurança das populações em situações inesperadas e de Defesa Nacional obrigam a uma «resposta concertada e coordenada».

«Estamos a fazer o contrário do que se faz: depois de portas arrombadas, trancas nas portas», resumiu ainda António Serrano, sublinhando que a segurança não é apenas responsabilidade do Estado, mas também de «cada cidadão e de cada família».

Ao Ministério da Agricultura cabe, por exemplo, usar estruturas disponíveis para armazenar cereais ou água. A cada português é apresentada a «despensa que não se dispensa» e a «mochila de emergência», através de um folheto disponibilizado nos supermercados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

A iniciativa foi coordenada na Comissão de Planeamento de Emergência de Agricultura, com um dos seus responsáveis, Pedro Castro Rego, a explicar que se trata de um «convite» para as pessoas guardarem reservas para uma ou duas semanas para sobreviverem de forma «sustentada, equilibrada» em situações inesperadas.

É ainda recomendada uma mochila para emergências, que deverá conter alimentos base e utensílios como guardanapos, fósforos, panelas pequenas, canivete multiusos e lanterna.

Outras informações podem ser encontradas neste site, como ementas para situações de emergência quando não há disponibilidade de água ou para cozinhar.

O Instituto Ricardo Jorge, no âmbito do seu Departamento de Nutrição e Saúde, colaborou no sentido de garantir ementas «equilibradas do ponto de vista nutricional», afirmou Pedro Castro Rego à Lusa.

Outra das entidades associadas é o Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência, que tem por função a tomada de medidas de prevenção e de pós acontecimento, que possibilitarão o restabelecimento da «ordem normal da vida», definiu o seu vice-presidente, general Mascarenhas.