O Ministério Público requereu o julgamento de três jovens suspeitas de terem sequestrado e agredido duas menores junto à Escola Secundária da Amora, no Seixal, a 15 de fevereiro de 2017.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), as três arguidas, que foram investigadas pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Seixal, coadjuvado pela PSP, estão indiciadas pelos crimes de "sequestro agravado, ofensa à integridade física qualificada e roubo".

A PGDL recorda que as três arguidas abordaram as duas menores e "conduziram-nas para uma rua, impedindo-as de sair desse local, ao mesmo tempo que desferiam socos, pontapés e estaladas numa das ofendidas menores e gravavam todo o sucedido com recurso a um telemóvel".

O objetivo, acrescenta a PGDL, era fazer a difusão das imagens recolhidas "com a intenção de humilhar e degradar a natureza das ofendidas".

As imagens das agressões a uma das vítimas foram posteriormente disponibilizadas nas redes sociais, o que levou a mãe da menor a apresentar queixa numa esquadra da PSP.

A PGDL recorda ainda que, no âmbito da Decisão Tutelar Educativa, foi proferido um acórdão, em novembro do ano passado, no qual se decidiu aplicar às menores suspeitas a medida de internamento em regime semiaberto.