O trabalho não declarado em Portugal representava cerca de 19,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, acima da média europeia de 18,4%, segundo dados hoje divulgados pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

De acordo com os números agora conhecidos, e que serão divulgados na terça-feira na sessão de apresentação da Campanha Nacional Contra o Trabalho não Declarado, a ACT recorre a um relatório do Eurofund e revela que, em 2013, a economia informal em Portugal representava cerca de 19,4% do PIB, uma dimensão superior à média europeia (18,4%).

Em 2012, um estudo dos investigadores Óscar Afonso e Nuno Gonçalves, do Observatório de Economia e Gestão da Fraude, estimava que a economia não registada em Portugal seria de 44 mil milhões de euros, correspondente a cerca de 26,7% do PIB nacional.

Já em 2011, e considerando «a dificuldade em determinar a dimensão do trabalho não declarado em Portugal, este corresponderia a 22% do PIB», segundo os mesmos investigadores, citados pela ACT.

A apresentação destes dados insere-se na Campanha contra o Trabalho não Declarado, no âmbito do plano de atividades da ACT e na sua missão de promover a melhoria das condições de trabalho.

A abordagem prevista para a campanha, coordenada pela ACT durante todo o ano de 2014, visa mobilizar os agentes económicos para as vantagens do trabalho legal.

O evento, que tem na sessão de abertura as presenças do presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Jorge Gaspar, do Inspetor-Geral da ACT, Pedro Pimenta Braz, do Diretor Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, e do Alto-Comissário para as Migrações, Pedro Calado, entre outros.