Os lugares para ingresso no internato médico aumentaram em mais de 400 vagas entre 2011 e este ano, passando de 1546 para 1950 em 2014, segundo números divulgados esta terça-feira pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Num comunicado a propósito da contratação de profissionais médicos e da resposta das urgências hospitalares a ACSS lembra que no caso dos médicos o trabalho suplementar/extraordinário pode ir até às 200 horas anuais.

E lembra também que a os cortes na remuneração do trabalho extraordinário vão ter uma recuperação de 20 por cento a partir de dia 01.

No Natal o hospital Amadora-Sintra teve esperas de 20 horas nas urgências, devido a um elevado número de doentes e à falta de clínicos escalados por razões de saúde. O Governo entretanto autorizou os hospitais que necessitem de reforço de equipas a contratar excecionalmente mais médicos com um valor acima do que está definido na tabela, ou seja, além dos 30 euros à hora.

No documento a ACSS explica que os médicos com mais de 50 anos podem requerer a dispensa do trabalho noturno e que os com mais de 55 podem requerer a dispensa de trabalhar nas urgências.

Tal faz, diz-se no documento, com que mais de metade dos médicos possam deixar de fazer esses trabalhos, o que levou a que fosse negociado com os sindicatos médicos que essa dispensa das urgências tenha sido prorrogada por dois anos.

«No âmbito do atual processo negocial, iniciado no passado mês de novembro, esta matéria foi incluída pelo Ministério da Saúde no conjunto de matérias a negociar», pode ler-se no comunicado.

Quanto ao pagamento de trabalho médico em regime de prestação de serviços o valor estipulado é de 25 e 30 euros, consoante são médicos não especialistas ou especialistas. A lei no entanto admite valores mais elevados «em situações que comprometam a prestação de cuidados de saúde».

Este ano foram contratados para o serviço nacional de saúde mais 434 médicos e 511 enfermeiros do que em 2013, diz-se no comunicado.