Mais de 1.600 passageiros foram hoje afetados com o cancelamento de 36 voos da transportadora aérea SATA devido ao mau tempo no arquipélago dos Açores, disse à agência Lusa o porta-voz da companhia.

“Na SATA Internacional [que assegura as ligações para o exterior do arquipélago], cancelámos oito voos com 635 passageiros”, afirmou Luís Filipe Cabral.

Já na SATA Air Açores, que garante as ligações entre as nove ilhas, foram cancelados 28 voos que afetaram 981 passageiros, adiantou o porta-voz.

No total, 1.616 passageiros ficaram em terra com o cancelamento dos voos da SATA.

“Todos estes passageiros estão reacomodados em voos que se vão realizar amanhã [terça-feira]”, adiantou Luís Filipe Cabral, explicando que “toda a operação foi reajustada para que os passageiros vejam a sua situação resolvida”.

Segundo o porta-voz da transportadora açoriana, além dos “voos regulares previstos para terça-feira, vão realizar-se alguns voos extraordinários para reacomodar todos estes passageiros”.

“Estamos a contar com a melhoria do estado do tempo, mas poderá haver ainda dificuldades com a meteorologia”, admitiu o responsável, assegurando, contudo, que se as condições o permitirem “todos os passageiros chegarão aos seus destinos” na terça-feira.

O Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) alargou hoje à tarde o aviso vermelho – o mais grave de uma escala de quatro - ao grupo central (ilhas de São Jorge, Faial, Graciosa, Pico e Terceira) devido ao vento, já que as rajadas podem ultrapassar os 130 quilómetros/hora.

Segundo o IPMA, o aviso vermelho para o grupo central vigora até às 24:00 (menos uma hora nos Açores), no mesmo período em que se mantém o aviso amarelo devido à agitação marítima, com ondas que podem chegar aos sete metros na costa sul.

Quanto à precipitação e trovoada nestas cinco ilhas, o aviso amarelo vigora até às 22:00 (hora de Lisboa).

As ilhas de Santa Maria e São Miguel, grupo oriental do Açores, já estavam hoje sob aviso vermelho, identificado pelo IPMA como uma situação meteorológica de risco extremo, devendo as pessoas acompanhar a evolução das condições e seguir as orientações da Proteção Civil.