Notícia atualizada às 17:15 

Três dos feridos do acidente ocorrido sábado em Espanha envolvendo portugueses e que provocou três mortos continuam em estado grave, segundo fonte da guarda civil espanhola, que revelou que os autocarros tinham partido de Ponte de Lima. 

De acordo com a mesma fonte, dois dos feridos graves estão internados no Hospital Rio Carrion, em Palencia, e o outro no Hospital Clínico de Valladolid.

A situação que inspira mais cuidados é a do ferido que teve de ser transportado para Valladolid, um homem na casa dos 70 anos com vários traumatismos. 

Os dois feridos que se encontram em Palencia, com fraturas e traumatismos nas pernas, deverão ser operados nas próximas horas. 

No entanto, segundo os médicos nenhuma das três vítimas corre perigo de vida.

Das 20 pessoas que deram entrada nos hospitais, a maioria já teve alta. 

As três vítimas mortais eram de famílias diferentes e oriundos da região de Amarante, confirmou à Lusa fonte consular em Espanha, acrescentando que as famílias das vítimas mortais já foram informadas no sábado e que agora se está a definir a questão da trasladação dos corpos para Portugal.

Entretanto, fonte da subdelegação do Governo em Palencia confirmou à Lusa que na segunda-feira se realizará a autopsia aos corpos das vítimas. 

No acidente, que ocorreu pelas 21:00 locais (20:00 em Portugal) ao quilómetro 65 da A-62 (que liga Burgos, em Espanha, a Portugal), na zona de Torquemada, perto de Palencia, morreram três homens portugueses, com 35, 64 e 74 anos.

Segundo noticiou no sábado a agência espanhola EFE, duas das vítimas mortais eram passageiros que viajavam nos últimos lugares do primeiro autocarro, que tinha como destino Grenoble (França), e a terceira vítima mortal era o condutor do segundo autocarro, que viajava rumo a Nice (também em França).

Ainda segundo a EFE, a maioria dos passageiros são trabalhadores que regressavam a França depois de visitarem os seus familiares em Portugal. Segundo vários órgãos de comunicação social, os trabalhadores portugueses eram oriundos da zona norte do país: Porto, Braga, Guimarães e Viana do Castelo.

Aparentemente, os dois autocarros colidiram na autoestrada depois de fazerem uma troca de passageiros na área de serviço ao quilómetro 64, contaram alguns passageiros à agência espanhola Efe.

Citando dados transmitidos pela guardia civil espanhola, uma fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil portuguesa disse no sábado à Lusa que os autocarros, que pertencem à empresa francesa Andrade Voyages, embateram lateralmente quando seguiam no mesmo sentido. Um dos veículos tinha matrícula portuguesa e o outro francesa.

António de 49 anos e a sua mulher, Maria de 47, seguiam no segundo autocarro. Em declarações ao jornal espanhol «El País», explicaram que o autocarro que seguia na frente «parou de repente», não sendo possível evitar o embate. Ouviram gritar «cuidado, cuidado» e quanto deram conta estavam «no chão». As janelas partiram-se. Horas depois seguiam noutro autocarro fretado pela empresa de transporte e seguiram rumo ao destino, em França. 

Recorde-se que a 07 de novembro de 2008, na mesma estrada, morreram seis portugueses também num acidente envolvendo dois veículos portugueses: uma carrinha e um camião com reboque. Neste caso, as vítimas eram trabalhadores que tinham estado em França e regressavam a Portugal.