A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa informou que foram emitidos "15 mandados de busca domiciliária" na operação levada a cabo na segunda-feira, no âmbito da investigação às agressões que ocorreram na Academia do Sporting, em Alcochete. 

O mesmo comunicado confirma que foram feitas nove detenções e esclarece que a operação contou com a presença de 40 elementos da GNR e de 80 elementos da PSP.

Dos nove detidos na segunda-feira, um deles encontra-se no Hospital de São José a aguardar uma intervenção cirúrgica e, como não pode comparecer em tribunal no prazo previsto, o juiz de instrução criminal do Tribunal do Barreiro já lhe decretou a medida de coação: prisão preventiva. 

Informa-se (...) que um nono arguido se encontra detido no Hospital de São José [em Lisboa], onde aguarda a realização de uma cirurgia e, não havendo condições para o cumprimento do prazo, para apresentação ao juiz de instrução criminal, para ser sujeito a primeiro interrogatório judicial (48 horas), foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva”, lê-se no comunicado distribuído aos jornalistas.

Após a intervenção, o arguido deverá ser transportado para o Hospital prisional São João de Deus, em Caixas, acrescenta o documento.

Os restantes oito arguidos estiveram hoje no Tribunal do Barreiro, mas foram apenas identificados. Nenhum deles foi ouvido, estando o reinício das audições marcado para as 9h30 desta quarta-feira.

Os 27 arguidos que já tinham sido presentes a primeiro interrogatório estão todos a aguardar julgamento em prisão preventiva.

A operação decorreu de uma investigação dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa às agressões a jogadores e técnicos da equipa de futebol do Sporting, levadas a cabo por cerca de 40 alegados adeptos encapuzados.

Na altura, a GNR deteve 23 dos atacantes, que permanecem em prisão preventiva.

Mais tarde, a 5 de junho, foram detidas pelas autoridades mais quatro pessoas, entre elas o antigo líder da Juventude Leonina Fernando Mendes, que também ficaram em prisão preventiva.

Ao todo, com as detenções efetuadas na segunda-feira, estão detidas 36 pessoas relacionadas com este caso.

Os arguidos estão indiciados por vários crimes, nomeadamente sequestro, ofensa à integridade física qualificada, introdução em lugar vedado ao público, dano com violência, terrorismo, resistência e coação sobre funcionário.