O abono de família foi atribuído em janeiro a 1.042.039 crianças e jovens, menos 5,6% que em dezembro de 2017, segundo dados do Instituto da Segurança Social (ISS) hoje divulgados.

Os números do ISS indicam também que os abonos de família pagos em janeiro baixaram 6,3% relativamente ao mês homólogo de 2017.

O Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social explica que “o “abono de família tem um comportamento sazonal onde, em dois momentos do ano, se verifica um decréscimo no número de titulares”.

Em janeiro, devido à reavaliação dos rendimentos anuais e em setembro, devido à renovação da prova escolar, refere o Gabinete de Estratégia e Planeamento na síntese estatística que acompanha os dados da Segurança Social, publicados no seu ‘site’ e que são sujeitos a atualizações.

Segundo o GEP, “a reavaliação dos rendimentos anuais do agregado familiar origina reduções temporárias do número de titulares, devido a atrasos na renovação por parte dos requerentes, sendo este número atualizado nos meses subsequentes”.

No abono, o Indexante dos Apoios Sociais (IAS) influi sobre os escalões de rendimentos que determinam a elegibilidade e o montante a receber, sendo considerado o IAS do ano a que correspondem os rendimentos de referência, acrescenta.

Relativamente às prestações por parentalidade, os dados referem que foram atribuídas a 38.135 indivíduos, a maioria mulheres (26.078), menos 5% comparativamente com o mês anterior e mais 10,5% face a janeiro de 2017.

Como consequência da entrada em vigor da portaria que atualizou o valor do Indexante dos Apoios Sociais para 428,90 euros, o montante diário mínimo do subsídio por parentalidade e o valor de referência da prestação social de parentalidade aumentaram 1,8% em relação a 2017.