A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o desaparecimento de um cidadão escocês de 31 anos em Lagos, há duas semanas, disse à Lusa fonte da diretoria do Sul daquela polícia.

Em declarações à Lusa, a mãe de Jon Anderson Edwards, que entretanto viajou para o Algarve, disse ter falado pela última vez com o filho dois dias antes do desaparecimento, a 15 de setembro, e que está «extremamente preocupada».

De acordo com Lesley Edwards, antes de ter desaparecido Jon terá dito ao patrão que andaria tonto por ter batido com a cabeça, mas que não achava necessário ir ao médico, o que leva a mãe a crer que poderá ter sofrido alguma sequela.

«Através da rede social Facebook, ele disse-me que tinha saído à noite e tinha estado a beber. Disse que caiu, perdeu os sentidos e não estava muito bem», disse a mãe à TVI.

Foi o patrão do estabelecimento onde o escocês trabalhava, o Rockfood Café, em Lagos, que estranhou a sua ausência no local de trabalho e avisou as autoridades.

A polícia escocesa já estará a par das diligências das autoridades portuguesas, segundo o jornal Algarve Resident.

De acordo com o periódico, Jon Anderson Edwards estava a viver e a trabalhar em Lagos apenas há uma semana quando desapareceu do seu apartamento, onde foram encontrados o seu passaporte e o telemóvel.

Lesley Edwards, que tem regresso para a Escócia agendado para quarta-feira, já esteve com a Polícia Judiciária que lhe terá dito que para já não existem indícios de crime.

«Penso que por ter batido com a cabeça pode ter perdido a memória. Pode ter-se sentido mal e ficado desorientado. Quero acreditar que não foi crime», acrescentou a mãe.

A família lançou um apelo aos órgãos de comunicação social, para que ajudem a encontrar Jon.