Os médicos e enfermeiros dos centros de saúde da região de Lisboa alegam que não podem fazer chamadas para o exterior diretamente.

A ordem vem numa circular enviada pela Administração de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) aos diretores de agrupamento dos centros de saúde, datada de janeiro de 2014, e que tem vindo a ser implementada nos edifícios de saúde públicos.
 
Segundo o DN, o acesso está limitado aos “telefones dos apoios administrativos; o telefone do gabinete de coordenação da unidade funcional; do gabinete de enfermagem da vacinação; dos gabinetes de enfermeiros chefes, caso se aplique; do gabinete do coordenador da Unidade de Cuidados na Comunidade”, pelo que “as restantes extensões, gabinetes médicos e de enfermagem, para acederem à linha exterior, terão de solicitar chamada ao apoio administrativo”.

Os médicos entendem que esta medida, prevista no diploma a que o DN teve acesso, é uma contenção de custos. A ARSLVT desmente: “Apenas cortámos acessos que não eram usados”, diz Cunha Ribeiro, o presidente, em declarações ao diário.