A cidade de Lisboa tem cerca de 20 palácios históricos abandonados e em ruínas e, por isso, suscetíveis de serem alvo de especulações, situação que vai ser debatida no sábado numa conferência sobre o tema.

Sob o título «Palácios Históricos de Lisboa. Memória, Ruína ou Futuro?, a conferência decorre na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da capital e vai debater os palácios enquanto um «acervo crucial para Lisboa, quer pelo seu valor histórico evidente, quer pela sua presença marcante no tecido urbano da cidade».

A organização está a cargo do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e pelo Fórum Cidadania Lx.

A análise vai concentrar-se nas razões que levaram ao «estado atual de incúria» do património e em «pistas de ação futura», sendo referidos os palácios que estão a «cair, ameaçados e vítimas de especulação, abandonados».

O programa inclui intervenções de historiadores e de promotores - como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e responsáveis pelos projetos dos palácios Sinel e da Rosa - que vão fazer o ponto de situação dos seus projetos.

Entre os oradores contam-se o diretor municipal da Cultura da câmara de Lisboa, Manuel Veiga, o diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassalo, os historiadores Raquel Henriques da Silva e Miguel Soromenho e o arquiteto João Appleton.

O programa inclui ainda uma visita guiada ao Palácio Pombal, na Rua do Século, propriedade da câmara e exemplo de património degradado.