A Polícia Judiciária deteve 10 pessoas, dois dos quais agentes da PSP e um militar da GNR, por ameaça, ofensa à integridade física, sequestro, exercício ilegal de segurança privada, detenção de armas proibidas e corrupção.

Segundo a Polícia Judiciária três das 10 pessoas detidas foram detidas em em flagrante delito. Fonte da PJ disse à agência Lusa que a maior parte das detenções ocorreu na zona oeste do país e que as três pessoas detidas em flagrante delito tinham na sua posse armas proibidas e estão envolvidas na segurança de estabelecimentos noturnos.

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a PJ adianta que as 10 detenções, nove homens e uma mulher, foram efetuadas por suspeitas de ameaça, coação, ofensa à integridade física, sequestro, exercício ilegal de segurança privada, tráfico, mediação e detenção de armas proibidas e corrupção.

Entre os 10 detidos estão dois agentes da PSP e um militar da GNR, que trabalha no destacamento de trânsito de Torres Vedras, disse à Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana.

De acordo com a PJ, durante a operação policial foram cumpridas 16 buscas domiciliárias e não domiciliárias, tendo sido apreendidos relevantes elementos de prova, tendo a investigação começado com uma denúncia do exercício de segurança privada ilegal em estabelecimentos noturnos e a prática, por parte dos seguranças, de crimes de ameaça, coação, ofensa à integridade física grave e sequestro a clientes.

A operação, feita pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), em inquérito titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), foi efetuada em estreita colaboração com a PSP e a GNR.