Diogo Penalva, estudante português de 21 anos, desapareceu na madrugada da passada segunda-feira, dia 13 de novembro. O jovem caiu no norte do mar Báltico, quando seguia a bordo do cruzeiro Silja Serenade, operado pelo grupo estónio Tallink, que faz a rota entre Helsínquia, capital da Finlândia, e Estocolmo, capital da Suécia.

O incidente ocorreu pelas duas horas da manhã. De acordo com a imprensa local, foi nesta altura que o centro de resgate de Turku, no sul finlandês, recebeu o alerta. Começaram então as buscas, tendo sido enviados barcos de patrulha a partir de Mariehamn e Kokar, no arquipélago de Aland, no sudoeste do país.

A operação durarou cerca de três horas e terminou sem qualquer resultado. "Foram feitas buscas na noite de 12 para 13 [de novembro] e que não foram conclusivas. Este cidadão português continua desaparecido", garantiu fonte da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, que confirmou o episódio à TVI.

As buscas para encontrar o jovem português duraram cerca de três horas e a embarcação chegou a Estocolmo horas depois do previsto.

O português tem 21 anos e é aluno da licenciatura em Finanças e Contabilidade no ISCTE Business School, em Lisboa. Estava de Erasmus na Tallinn University of Technology, na Estónia. 

O pai já se encontra na Finlândia, onde recebe "apoio dos serviços consulares, que estão em contacto com a polícia finlandesa", disse fonte da secretaria de Estados das Comunidades Portuguesas. "As autoridades locais estão a investigar o caso, com classificação de cidadão desaparecido", acrescentou.

A mesma fonte adianta ainda que a representação diplomática acompanhou o pai numa deslocação à universidade do filho, em Tallinn.

Nesta altura, ainda não são conhecidos os motivos que levaram à queda do jovem português no mar Báltico. A distância entre Helsínquia e Estocolmo ultrapassa as 200 milhas náuticas, qualquer coisa como 400 quilómetros, o que traduz a dimensão da área onde o jovem desapareceu.

Contactada pela TVI, a Guarda Costeira da Finlândia confirmou as buscas na área, com dois helicópteros (um finlandês e outro sueco), assim como com quatro navios de passageiros, durante cerca de três horas e meia. No dia seguinte, as buscas foram retomadas, com um avião da Guarda Costeira finalandesa. Não foi encontrado qualquer indício. 

A Guarda Costeira da Finlândia adianta ainda que acidentes do género são frequentes na região onde desapareceu o jovem português. Nos últimos 10 anos, registaram-se 39 acidentes do género.

A  TVI contactou também a Tallinn University of Technology, mas não obteve resposta.