O diagnóstico de meningite num menino de cinco anos levou ao rastreio e tratamento de cerca de 90 crianças e profissionais de um infantário de Bragança esta terça-feira.

O caso surgiu no jardim-de-infância do Centro Escolar de Santa Maria e desde as 12:00 que estão em curso medidas de prevenção do contágio e esclarecimento, como adiantou à Lusa Inácia Rosa, delegada de saúde coordenadora da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste.

A criança afetada «está estável e a evoluir favoravelmente», segundo as últimas informações recolhidas pela delegada de saúde.

Inácia Rosa explicou à Lusa que todas as crianças do jardim-de-infância foram rastrear e iniciaram a medicação que é administrada em quatro doses. O mesmo procedimento foi adotado em relação aos profissionais adultos que estão em contacto com as crianças.

A Lusa tentou também falar com a direção do estabelecimento, que se recusou a prestar declarações. Os pais das crianças foram chamados para uma reunião de esclarecimento às 17:30.

A delegada de saúde explicou à Lusa que a meningite é causada por uma bactéria que se transmite, não através do ar, mas através da saliva ou objetos.
 

«Há pessoas que são portadoras e que convivem perfeitamente coma bactéria. De um momento para o outro pode tornar-se patogénica e é aí que se pode transmitir».


Segundo a responsável, é muito mais frequente nas crianças e mais rara nos adultos.

As medicações e os meios disponíveis atualmente fazem com que as sequelas não sejam tão frequentes como antigamente, garantiu.

A delegada de saúde adiantou ainda que «nos últimos anos não tem havido casos» de meningite na área da ULS do Nordeste, que corresponde ao distrito de Bragança.