A EDP Distribuição, empresa do grupo, afasta qualquer responsabilidade nos incêndios de outubro passado.

Em comunicado, a empresa de distribuição de energia, diz que a informação referente ao comportamento das linhas elétricas nos dias em que ocorreram os incêndios em outubro de 2017, “permite afirmar inequivocamente que não ocorreu qualquer incêndio associado a queda de árvores sobre a rede na zona da Lousã.”

A empresa do grupo liderado por António Mexia reforça que “dispõe de sistemas que monitorizam e registam, em permanência, todos os eventos relativos à exploração e operação das linhas, registos esses que permanecem disponíveis.”

Registos que permitem verificar que “o único evento registado respeita à queda de uma árvore de grande porte (11 metros) - na foto - localizada fora da faixa de proteção da EDP Distribuição, cuja queda sobre a linha de Média Tensão não originou qualquer incendio como demonstrado pela fotografia abaixo tirada pela equipa que se dirigiu ao local.”

E acrescenta que a dita árvore “foi removida pelas equipas operacionais da EDP Distribuição 2 horas após a queda, tendo sido reposto o regular funcionamento desta linha não se verificando nesse momento qualquer incêndio neste local. Para este evento está disponível informação georreferenciada (com identificação do local) e fotografias elucidativas.”

Segundo documentos do relatório da Comissão Técnica Independente, que tem como fonte o Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a causa do fogo, que começou a 15 de outubro na Lousã e se espalhou a nove concelhos, é negligente e tem como ponto de origem as linhas elétricas.

A ignição com origem nas linhas elétricas, neste caso particular em que terá sido provocada por queda de árvore sobre uma linha de média tensão, pode resultar do não cumprimento do regulamento de segurança das linhas elétricas pela entidade gestora, a EDP”, indica o relatório da Comissão Técnica Independente entregue na terça-feira no parlamento.

Tendo em conta a hipótese referida no relatório, "a EDP Distribuição tomou a decisão de enviar imediatamente toda a documentação que suporta esta convicção para a Comissão Técnica independente. De referir que esta informação já tinha sido entregue em devido tempo às autoridades competentes", nota a Distribuição no mesmo comunicado enviado às redações esta terça-feira.