Fonte oficial do ME disse que «a direção da EMCN foi informada pela Direção de Serviços de Lisboa e Vale do Tejo [da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares] das intervenções prioritárias e que deveria desencadear os procedimentos necessários para proceder a essas intervenções com a maior brevidade».

A ENCM foi notificada a 30 de janeiro pela Câmara de Lisboa, após ter sido realizada uma vistoria ao edifício, de que teria de encerrar, a partir de 16 de fevereiro, 10 salas de aulas por questões de segurança, disse à Lusa a diretora daquele estabelecimento de ensino. O encerramento das salas faz com que os alunos fiquem sem algumas aulas.

Ana Mafalda Pernão confirmou à Lusa ter sido esta sexta-feira autorizada a «pedir três orçamentos» para a realização de obras, mas garantiu que «não chega».

«Ando desde 2013 a ter contactos com a Direção Geral de Estabelecimentos Escolares para resolver o problema [de degradação do edifício]. Não se admite que estejam a adiar», afirmou, acrescentando que a escola tem «gasto rios de dinheiro a tentar arranjar bocadinhos».

A título de exemplo, a responsável contou que no final do ano passado, alunos, pais e professores conseguiram «angariar algumas verbas e fazer duas intervenções no telhado», de forma a «minimizar os estragos», já que a Câmara de Lisboa tinha avisado para a possibilidade de «a qualquer momento poder cair um teto».

Ana Mafalda Pernão adiantou que o relatório da Câmara de Lisboa «fala de muito mais [intervenções necessárias] do que os tetos».

Segundo a responsável, este assinala também, entre outros, «problemas nas fachadas e nas instalações elétricas».

O Ministério garantiu à Lusa que a Direção Geral de Estabelecimentos Escolares (DGESTE) «tem acompanhado com atenção a situação da Escola de Música do Conservatório Nacional».

«Foram já feitas vistorias técnicas ao edifício, a última delas esta semana, tendo sido elaborado um levantamento das intervenções essenciais», refere a mesma fonte, garantindo que a Direção de Serviços de Lisboa e Vale do Tejo «tudo fará ao seu alcance para que esta situação possa ser resolvida o mais rapidamente possível».

Em dezembro, a escola encerrou o pátio do edifício, onde «caíram pedaços de friso», sendo que, já no mês anterior, a Assembleia Municipal de Lisboa tinha discutido um relatório elaborado pelos deputados da comissão de Cultura após uma visita à EMCN, no qual alertavam para as más condições do edifício.

Aquando da elaboração do relatório, a diretora da escola e a associação de pais escreveram uma carta ao ministro da Educação a pedir uma «intervenção urgente» no edifício, que já tinha atingido um «estado de insustentável degradação».