O Ministério Público (MP) de Santa Maria da Feira acusou 11 pessoas suspeitas de pertencer a uma rede que alegadamente burlou e roubou objetos de ouro a pessoas idosas, anunciou a  Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

Em nota divulgada no seu sítio da Internet, a PGD do Porto refere que os factos ocorreram em 2014, em vários concelhos dos distritos de Aveiro, Porto e Braga.

Seis dos suspeitos foram detidos pela GNR de Santa Maria da Feira, na madrugada de 17 de novembro de 2014, no âmbito de uma investigação que já decorria há cinco meses.

Na altura, fonte da GNR referiu à agência Lusa que os detidos, pertencentes à mesma família, atuavam junto de uma população muito vulnerável, nomeadamente pessoas idosas e indefesas, com mais de 70 anos.

Os presumíveis burlões abordavam as vítimas quando estas permaneciam junto da residência e apresentavam-se como seus familiares ou conhecidos, para conquistar a sua confiança.

"Os suspeitos solicitavam vários objetos em ouro para serem fotografados, alegando que iam abrir uma ourivesaria, e colocavam-se em fuga com as peças, aproveitando uma distração da vítima".


As peças em ouro furtadas eram depois vendidas em lojas de compra e venda de ouro usado.

Durante a realização de buscas a cinco residências e 12 veículos, foram apreendidos diversos artigos em ouro e diverso material de bijuteria, 3.500 euros em numerário, diversos artigos de vestuário contendo dispositivos de alarme, 17 telemóveis, seis LCD, seis 'tablets' e duas carteiras forradas a alumínio utilizadas em furtos.

As autoridades apreenderam ainda sete viaturas, duas das quais de grande cilindrada, uma pistola 6,35mm com diversas munições e duas caçadeiras e respetivas munições.

O MP considerou ainda indiciado que os arguidos de 2010 a 2014 foram intervenientes, como vendedores, em pelo menos 200 transações de ouro, envolvendo valores superiores a 200 mil euros.

Os arguidos estão acusados da prática de 31 crimes de burla qualificada, quatro crimes de roubo, um crime de associação criminosa e um crime de branqueamento.

Seis dos arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida.

Dois arguidos encontram-se em prisão preventiva a aguardar o início do julgamento.