O Agrupamento de Escolas de Nelas tem em curso um inquérito para esclarecer os contornos de um caso em que uma criança de 12 anos terá sido amarrada a um poste, despida e fotografada por colegas mais velhos.

"O Agrupamento de Escolas de Nelas abriu um inquérito interno, com o intuito de perceber os contornos de um caso que envolveu uma criança de 12 anos e outros três mais velhos. A primeira leitura que fazemos é que não se trata de um caso de ‘bullying’, visto que se tratou de uma situação pontual", disse a diretora, Olga Carvalho à Lusa.


Para a responsável do Agrupamento de Escolas de Nelas, este é um episódio reprovável, que está a tomar um mediatismo excessivo, acabando por prejudicar a criança que até tem frequentado normalmente as aulas.

"Faz parte da nossa ação atuar pedagogicamente perante este e outros tipos de comportamentos. Este caso deveria ter sido resolvido na escola, ao invés de ganhar estas proporções devido a outros casos que têm sido noticiados, nos últimos dias, na comunicação social", sustentou.


Contactado pela Lusa, o relações públicas da GNR de Viseu, José Machado, confirmou que, na quinta-feira, foi formalizada no posto de GNR de Nelas uma queixa por crime de ‘bullying’ sobre um menor.

Uma familiar do menino de 12 anos explicou que este se mostrou choroso no dia em que terá sido amarrado a um poste, despido e fotografado por colegas mais velhos. No entanto, "reabilitou-se e continuou a ir normalmente às aulas".

"Esta foi a primeira vez que passou por uma situação deste género, numa escola pacata que já foi frequentada por outros familiares, sem que nunca nada se tivesse passado", apontou.


A familiar esclareceu ainda que a queixa na GNR foi apresentada com o intuito de evitar outras situações semelhantes e que as fotografias tiradas pelos alunos mais velhos pudessem chegar à internet.