A primavera começa no domingo, às 04:30 (hora de Lisboa), mas com tempo de inverno. As previsões meteorológicas indicam que haverá chuva, trovoada, frio e até neve.

A estação, no hemisfério norte, prolonga-se por 92,79 dias, até ao próximo solstício, a 20 de junho, às 23:34, que marca o início do verão, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa.

O equinócio, que é o instante em que o Sol, na sua órbita vista da Terra, cruza o plano do equador celeste, assinala o começo da primavera, no hemisfério norte, e do outono, no hemisfério sul.

Nos equinócios, o dia e a noite duram o mesmo tempo, 12 horas cada um.

O inverno, que termina na madrugada de domingo, foi muito quente e normal em termos de chuva.

De acordo com o boletim climatológico sazonal, publicado pelo IPMA e que abrange apenas Portugal continental, a temperatura média, nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, foi 10.90ºC, mais 1.25ºC relativamente ao normal.

O inverno 2015-2016 foi o terceiro mais quente desde 1931 e o mais quente dos últimos 18 anos.

O relatório refere que o valor médio da quantidade de chuva, no mesmo trimestre, foi 414.0 milímetros.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para domingo, aguaceiros, com possibilidade de trovoada e queda de granizo, no continente, podendo nevar acima dos 1.200 a 1.400 metros.

Na Madeira, são esperados aguaceiros fracos nas vertentes norte e nas terras altas, que poderão ser de neve nos pontos mais altos (Pico do Arieiro).

No território continental, as temperaturas deverão oscilar entre 6ºC e 10ºC (mínimas) e entre 9ºC e 17ºC (máximas).

Já no arquipélago da Madeira, as temperaturas deverão rondar entre 10ºC e 12ºC (mínimas) e entre 14ºC e 17ºC (máximas).

Nos Açores, a chuva apenas está prevista para o grupo ocidental (ilhas das Flores e Corvo), em regime de aguaceiros fracos. As temperaturas poderão variar, em todo o arquipélago, entre 9ºC e 13ºC (mínimas) e entre 15ºC e 18ºC (máximas).

Segundo o IPMA, a instabilidade do tempo, generalizada no continente, deve-se a uma depressão, resultante da passagem de uma superfície frontal.