O Governo voltou a prolongar o período crítico de incêndios, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais devido às condições meteorológicas. Desta vez, a prorrogação é até à próxima quinta-feira, dia 23 de novembro.

Após nova avaliação das condições meteorológicas, o Governo voltou a prorrogar o período crítico de incêndio, tendo em conta a provável ausência de precipitação significativa", refere uma nota publicada no portal do Governo, que cita um despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas.

O despacho, que foi publicado em Diário da República, adianta que se trata de uma circunstância que "promove a manutenção dos índices de perigo de incêndio em valores superiores aos típicos para a presente altura do ano".

O documento determina que, "face ao exposto, considera-se prudente manter a adoção das medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais, que decorrem durante o período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios".

De acordo com o despacho, o período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios começa esta sexta-feira e prolonga-se até 23 de novembro.

Nesse sentido, nos espaços agrícolas e florestais continua a ser proibido fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimadas e lançar foguetes e balões de mecha acesa, além de fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não tenham extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés. 

Em comunicado enviado às redações, o Ministério da Administração Interna indica que, "tendo em  conta o tempo seco e a subida de temperatura para valores acima da média para esta época do ano, estão reunidas condições favoráveis à propagação de incêndios rurais".

Na sequência da informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para as próximas 72 horas, o Ministério da Administração Interna alerta para a necessidade de os comportamentos individuais serem adequados ao risco de incêndio.

Esta é a quarta vez que o Governo prolonga o período crítico de incêndios, que inicialmente estava previsto terminar a 30 de setembro.

Marcelo considera decisão "prudente"

O Presidente da República considerou prudente a decisão do Governo.

Eu penso que tudo o que o Governo decidiu nessa matéria, tendo em atenção as temperaturas elevadas, numa situação patológica para esta época, mas que é aquela que vivemos, parece prudente", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à saída de uma cerimónia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no concelho de Almada.

O chefe de Estado referiu que Portugal tem tido condições meteorológicas diferentes das habituais, que ninguém imaginaria estas temperaturas no final de novembro, e reiterou: "Acho que é prudente esse tipo de decisão do Governo".

O Presidente da República foi também questionado sobre a morte de uma pessoa, esta sexta-feira, na sequência de um incêndio florestal que deflagrou no concelho de Mangualde ao início da tarde, e apresentou as suas condolências aos familiares, mas não se quis pronunciar sobre um caso isolado, sem dispor de mais dados.