Os responsáveis da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) consideraram que o executivo da maioria PSD/CDS-PP está «em guerra» com os militares, reagindo à alteração aos regimes específicos de assistência na doença dos seus familiares.

«A realidade impõe-se: estamos em guerra. Uma guerra que não utilizando meios militares, nem por isso deixa de ser uma guerra! Porque morre gente, porque é semeada a pobreza e a miséria, porque há refugiados eufemisticamente designados de emigrantes forçados pelos líderes do seu próprio país a abandoná-lo», lê-se em comunicado.

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira a possibilidade de «cônjuges ou unidos de facto dos beneficiários, titulares dos subsistemas ADM [Forças Armadas e GNR] e SAD [PSP]» se inscreverem «nesses mesmos subsistemas, mediante o pagamento de uma contribuição».

O texto da AOFA lamenta que, «para além do desconto de 3,5%», haja agora «mais um desconto suportado por um estranhíssimo algoritmo (3,5% sobre 79% da remuneração base do militar) que mais não é do que um expediente para extorquir uma fatia mais do já parco rendimento dos militares».

«Mas nada demove os que, tendo sido legitimados para governar o país, não foram certamente eleitos para o destruir e, muito menos, incumprindo compromissos que assumiram e que logo a seguir renegaram», lê-se ainda, antes de os governantes serem acusados de «afrontar o seu povo, que deviam servir e defender, os militares e as forças armadas».