As análises realizadas na sexta-feira à presença de colónias de legionella na torre de arrefecimento de uma unidade fabril em Sines deram resultados negativos. Por isso,  a empresa tem luz verde para retomar a atividade, adiantaram, este sábado, a câmara de Sines e da Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral. «Não há casos de doença a registar, asseguram.

«As várias análises de controlo efetuadas no dia 12 de dezembro de 2014 [sexta-feira] à água da torre de refrigeração da fábrica Euroresinas, após a paragem da laboração e a implementação de medidas corretoras, deram como provada a inexistência de ‘legionella pneumophila’», lê-se no comunicado conjunto.

Também a empresa, em comunicado, anunciou hoje, que foram realizadas na sexta-feira «novas análises à presença de colónias de ‘legionella spp’ na torre de arrefecimento da unidade fabril em Sines, e que esses resultados são negativos».

E acrescenta: «As amostras recolhidas foram remetidas para laboratórios de referência, entre os quais o Instituto Ricardo Jorge. Tendo em consideração os resultados favoráveis e as reforçadas operações de limpeza e desinfeção à torre, a Euroresinas, em conformidade com as orientações da Autoridade de Saúde do Alentejo, informa que irá retomar a laboração ainda hoje».

No comunicado conjunto da câmara e da autoridade sanitária afirma-se que «a Euroresinas pode reiniciar a laboração», e salienta-se que a Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral e a Câmara Municipal de Sines vão «monitorizar a situação» e estarão «em permanente articulação com a empresa, o médico do trabalho, o Hospital do Litoral Alentejano e a Direção-Geral de Saúde».

Na quinta-feira, um comunicado da câmara e da Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral dava conta que no dia 27 de novembro colónias da bactéria que provoca a doença ‘legionella’ foram encontradas na torre de refrigeração da fábrica em Sines, que foi informada na quarta-feira e adotou de imediato «medidas corretivas», não se tendo registado casos da doença.

A 'legionella', ou doença do legionário, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) pela bactéria, de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.