A GNR e a PSP vão realizar, em setembro, as primeiras provas de avaliação para certificar os treinadores de cães perigosos ou potencialmente perigosos, deixando esta atividade de ser exercida livremente.

A GNR e a PSP, as entidades responsáveis pela certificação, vão iniciar esta avaliação em setembro, cerca de dois anos depois de publicada a portaria que lhes atribuiu as funções.

As primeiras provas do Sistema de Avaliação para Certificação de Treinadores de Cães Perigosos ou Potencialmente Perigosos (SACT) vão ter lugar entre os dias 19 e 22 de setembro, devendo os candidatos fazer a sua inscrição até 20 dias antes da dessa data.

Avaliação de competências

O tenente-coronel Costa Pinto, comandante do Grupo de Intervenção Cinotécnico da GNR, explicou à agência Lusa que se trata de uma avaliação de competências, devendo o treinador demonstrar que os cães são obedientes e sociáveis, além de ter que mostrar que estes animais não têm comportamentos desviantes e agressivos.

Segundo o mesmo responsável, a certificação passa por avaliar os conhecimentos teóricos e os comportamentos e competências práticas dos candidatos.

Nesse sentido, a avaliação é composta por uma parte teórica e outra prática dividida em quatro exercícios

O tenente-coronel Costa Pinto adiantou que a avaliação tem a duração de um dia e realiza-se com oito candidatos a treinadores, tendo a certificação um custo de 170 euros e a validade de 10 anos.

No caso da Guarda Nacional Republicana, as primeiras provas, ministradas no Grupo de Intervenção Cinotécnico, vão realizar-se na Escola Prática, em Queluz.

O comandante do Grupo de Intervenção Cinotécnico da GNR adiantou que, caso existam muitos candidatos no futuro, as provas podem vir a realizar-se em outros pontos do país.

Segundo a atual legislação, o treino de cães perigosos ou potencialmente perigosos tem que ser obrigatoriamente ministrado por treinadores detentores de certificados de qualificação emitidos pela PSP ou GNR.