A Assembleia Geral de Trabalhadores do INEM anunciou, esta sexta-feira, que vai manter a greve às horas extraordinárias marcada a partir de dia 24.

A comissão de trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica esteve reunida esta sexta-feira de manhã para debater uma proposta da direção do instituto, numa altura em os trabalhadores estão desde o início do mês sem cumprir trabalho extraordinário.

"Os trabalhadores comprometem-se, dentro daquilo que é humanamente possível, a realizar trabalho extraordinário desde que sejam cumpridas as seguintes reivindicações: homologação e criação efetiva da carreira, alteração do horário de trabalho das 40 para as 35 horas semanais, pagamento de acordo com a lei dos turnos e horas extra, pagamentos dos subsídios de alimentação em que são efetuados os turnos extra, constituição de seguro de acidentes de trabalho, e realização de obras nas bases onde tal se verifique necessário", afirmou Ricardo Rocha, porta-voz do Sindicato de Trabalhadores do INEM, à saída da reunião.


Os técnicos de ambulância de emergência do INEM estão desde o início do mês a recusar fazer horas extraordinárias, o que, segundo o sindicato do setor, pode pôr em causa a prestação de socorro especialmente na área de Lisboa.

Os técnicos queixam-se de sobrecarga de trabalho e da falta de pagamento de subsídios e horas extra, além de mais cortes no salário.

Sobre a proposta da direção do INEM para os meios da Grande Lisboa, a comissão de trabalhadores decidiu rejeitá-la.

Na assembleia-geral, os trabalhadores decidiram ainda apresentar uma queixa na Inspeção-geral das Finanças sobre o que consideram ser eventuais ilegalidades na elaboração de escalas, por não cumprimento de descanso e por pagamentos inadequados.

Os trabalhadores voltaram a pedir a demissão do presidente do INEM, Paulo Campos, e deliberaram pedir ao conselho diretivo do instituto que altere a forma de comunicação com os trabalhadores.

A greve foi marcada, na passada segunda-feira, pelos trabalhadores do INEM depois de o ministro da Saúde, Paulo Macedo,  "ter negado uma reunião com esta estrutura sindical, para discutir a gravíssima situação de falta de pessoal no INEM”.