O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso considerou esta terça-feira que a “experiência e prestígio” de António Guterres tornam possível a sua eleição para secretário-geral da ONU, mas que condições como o género ou a nacionalidade a tornam difícil.

Falando à imprensa à margem de uma conferência em Lisboa, no mesmo dia em que Guterres é ouvido na Assembleia-Geral em Nova Iorque, José Manuel Durão Barroso declarou “total apoio” à candidatura, tal como, frisou, fez em 2005 quando Guterres se candidatou a Alto-Comissário da ONU para os Refugiados.

Sobre as hipóteses de ser eleito, Durão Barroso referiu a posição de alguns Estados membros da ONU de que a escolha deve recair sobre uma mulher ou alguém da Europa de Leste, mas considerou que Guterres “tem experiência e tem prestígio”.

Acredito que é possível, mas sou muito realista, acho que é difícil, aliás como o próprio António Guterres disse. Mas acredito que é possível e acho que ele faz muito bem em candidatar-se, porque tem condições para o cargo”

Além do antigo primeiro-ministro português, são candidatos a búlgara Irina Bokova, a neo-zelandesa Helen Clark, a moldava Natalia Guerman, o macedónio Srgjan Kerim, o montenegrino Igor Luksic, a croata Vesna Pusic e o esloveno Danilo Turk.