Um estudo sobre o enfarte em Portugal concluiu que há portugueses que desconhecem o número de emergência médica e que alguns ainda julgam que é o 115.

Dos mil portugueses inquiridos, no âmbito de um estudo do Stent For Life, 5% (50) desconheciam que o número de telefone a ligar para chamar uma ambulância é o 112.

À pergunta «qual o número para chamar a ambulância em Portugal», 3% (30) responderam que não sabiam, 1% (10) respondeu que era o 115 e 1% (10) respondeu que era o 118 (número das informações).

A estes 5% que, «de forma espontânea não indicaram corretamente o número de telefone¿ de emergência médica, foi perguntado posteriormente: «Dos seguintes números ¿ 115, 112 ou 911 ¿, qual o número correto para chamar a ambulância em Portugal?».

Aqui, 66% responderam que era o 112, mas 10% afirmaram ser o 115 e 7% disseram que era o 911 (número de emergência nos Estados Unidos), enquanto que 17% admitiram que não sabiam.

O estudo, apresentado esta quinta-feira em Lisboa, foi realizado por dois investigadores do ISCTE e é uma iniciativa do Stent For Life, um projeto europeu lançado pela European Association of percutaneous Cardiovascular Interventions e pelo EuroPCR, presente em dez países, sendo apoiado em Portugal pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

O estudo pretendia aferir o conhecimento dos portugueses face ao enfarte agudo do miocárdio e aos seus sintomas, e perceber de que forma reagiriam perante um episódio de ataque cardíaco.

O estudo conclui que a maioria dos portugueses ainda não reconhece os sintomas de enfarte e, embora quase todos afirmem que, perante um ataque cardíaco, se deve ligar o 112, menos de metade efetivamente o faz.

A pesquisa concluiu que 95% dos entrevistados reconhecem que, se estiverem perante uma situação de enfarte devem ligar o número de emergência médica (112), mas apenas 38% o faz, disse à Lusa Helder Pereira, responsável pela campanha «Não perca tempo, Salve uma vida».

Na prática, ainda muitas pessoas optam por chegar a uma unidade hospitalar pelos próprios meios, ligar a um familiar ou amigo, ou desvalorizar os sintomas.