O Ministério da Segurança Social vai “avaliar” os factos relatados na reportagem da TVI, Raríssimas, emitida este sábado e que dá conta de centenas de documentos que põem em causa a gestão da presidente da associação.

Numa nota enviada às redações, o ministério de Vieira da Silva diz ainda que vai agir “em conformidade”.

“Depois da peça transmitida pela TVI no passado sábado a propósito da Instituição Raríssimas, e tendo em conta os factos relatados, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, dentro das suas competências, irá avaliar a situação e agir em conformidade, tendo sempre em conta, e em primeiro lugar, o superior interesse dos beneficiários desta instituição.”

No mesmo documento, o ministério explica ainda como funciona a atribuição de apoios às instituições de solidariedade social.

Os apoios atribuídos pela Segurança Social às diversas instituições de solidariedade social ou equiparadas enquadram-se no desenvolvimento das respostas sociais protocoladas, tais como acordo de cooperação ou apoios no âmbito do Fundo de Socorro Social, tendo como base os valores previstos na lei e o número e modelo de utentes dessas respostas. Os acordos de cooperação, bem como outros apoios eventualmente atribuídos, são devidamente instruídos e analisados pelos serviços competentes da Segurança Social.

Reação da Raríssimas

Na investigação da jornalista Ana Leal, emitida este sábado, são revelados documentos que põe em causa a gestão da presidente da associação Raríssimas, Paula Brito e Costa. Esta instituição de solidariedade social vive de subsídios do Estado e donativos.

A investigação revela mapas de deslocações fictícias, a compra de vestidos de alta costura, gastos pessoais em supermercados.

Entretanto, a direção da associação já reagiu às denúncias da reportagem da TVI.

Através do Facebook, a associação escreve que as acusações apresentadas são "insidiosas" e "baseadas em documentação descontextualizada".

A TVI reafirma a validade da sua investigação e a veracidade das provas documentais que se apresentam de forma irrefutável.

No comunicado publicado nas redes sociais, a associação alega que toda a documentação, designadamente despesas efetuadas pela presidente da Raríssimas em deslocações e em representação da instituição, está registada contabilisticamente e auditada.

Acrescenta que esta mesma documentação foi aprovada por todos os órgãos da direção.

Ao que a TVI apurou, a Polícia Judiciária já está a investigar.