A Direção Geral de Saúde (DGS) afirmou, nesta quarta-feira, que, no que se refere à comunidade do Grande Porto, “não se registam novos casos” de legionela relacionados com a investigação em curso.

Em conferência de imprensa realizada na segunda-feira no Porto, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, explicou que desde a última semana de julho foram notificados 16 casos de pessoas com a legionela, ou Doença dos Legionários, no Grande Porto, dois dos quais foram adquiridos durante viagens ao estrangeiro.

Dos 16 casos identificados na região Norte, há cinco pessoas internadas em hospitais no Porto e, em declarações dadas à Lusa esta tarde, Francisco George asseverou que o estado de saúde dessas pessoas está “a evoluir favoravelmente”.

Francisco George referiu ainda que um hóspede que pernoitou no Hotel da Boa-Vista, no Porto, está internado num hospital privado em Lisboa com legionela, mas ressalvou que este caso não tem relação com os 16 registados recentemente na região Norte.

No sábado, o hotel Boa-Vista desencadeou um tratamento da rede predial de águas por suspeita de contaminação pela bactéria da Doenças dos Legionários.

Além de um sueco e de uma francesa que pernoitaram no “Boa-Vista” e que tiveram a Doença dos Legionários, há uma outra pessoa que também esteve nesse hotel e que está agora internada num hospital em Lisboa, contou Francisco George.

Em comunicado enviado hoje à comunicação social, a DGS já se reportava ao caso específico ocorrido no hotel do Porto, referindo que "foi notificada do diagnóstico de pneumonia devido à infeção em doente que pernoitou naquele hotel e que está atualmente internado num hospital privado em Lisboa”.

A DGS considera que, “embora a imputação causal não possa ser de imediato estabelecida, as suspeitas iniciais são agora reforçadas e justificam, nesses termos, as medidas preventivas adotadas”.

Em novembro de 2014, um surto de legionela em Vila Franca de Xira causou 12 mortes e infetou 375 pessoas.

De acordo com o balanço feito na altura, as vítimas mortais tinham entre 43 e 89 anos e eram nove homens e três mulheres. A taxa de letalidade do surto foi de 3,2%.

O surto teve início a 7 de novembro e foi controlado em duas semanas.