O incêndio que deflagrou terça-feira à tarde em Tomar e se estendeu por quatro concelhos do distrito de Santarém está em "fase de resolução" em todo o seu perímetro, disse à Lusa fonte da proteção civil.

Filipe Regueira, comandante de sala do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, disse à agência Lusa que permanecem no terreno 380 operacionais e 125 viaturas, estando a caminho um helicóptero pesado para ajudar a extinguir eventuais reacendimentos.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) define como "fase de resolução" uma situação de "incêndio sem perigo de propagação para além do perímetro já atingido".

Os elementos das corporações de bombeiros vão também ser ajudados no trabalho de vigilância e rescaldo por dois pelotões de militares, na sequência de um pedido feito pela Autoridade Nacional de Proteção Civil ao Estado Maior General das Forças Armadas, disse à fonte.

O comandante adiantou que durante a noite não se registou nenhuma reativação significativa.

Durante o incêndio, sete pessoas (cinco bombeiros e dois civis) sofreram ferimentos ligeiros e as chamas atingiram alguns barracões agrícolas e o carro de um curioso.

O incêndio teve origem na aldeia de Portela, concelho de Tomar, e alastrou aos concelhos vizinhos de Abrantes, Constância e Vila Nova da Barquinha.

As chamas destruíram centenas de hectares de mato e de povoamento florestal, sobretudo pinhal e eucaliptal, mas nenhuma povoação teve de ser evacuada, nem houve qualquer pedido para eventuais desalojados.

A autoestrada 23 (A23), que esteve cortada como consequência das chamas, foi reaberta ao trânsito no sentido oeste-este, entre Torres Novas e Abrantes, durante a noite.