A GNR vai ter 200 militares em cada um dos dias da peregrinação internacional ao Santuário de Fátima, que começa no dia 12, anunciou esta sexta-feira esta força policial, que vai reforçar a presença na cidade a partir de domingo.

“Estarão empenhadas na operação diversas valências, designadamente componente territorial com patrulhamento auto, moto, ciclo e a cavalo, componente de trânsito, investigação criminal, intervenção rápida, cinotecnia, inativação de explosivos, manutenção de ordem pública e operações especiais, envolvendo um total de 60 militares em cada um dos dias 10 e 11 e um total de 200 militares em cada um dos dias 12 e 13”, afirmou o comandante do Destacamento de Tomar da GNR, capitão Carlos Canatário.


Numa conferência de imprensa em Fátima, no distrito de Santarém, Carlos Canatário explicou que se trata da segunda fase da operação “Peregrinação Segura”, que teve início na segunda-feira, adiantando que, “para garantir a fluidez de trânsito e segurança de pessoas”, algumas ruas da cidade-santuário “estarão condicionadas temporariamente e outras permanentemente”.

Informando que as obras que condicionavam o acesso aos parques a norte do santuário já terminaram, o comandante do Destacamento Territorial de Tomar referiu ainda que os parques junto às casas de retiro do santuário e do centro de saúde vão fechar na segunda-feira “para instalações de entidades de apoio ao peregrino”.

Carlos Canatário renovou os conselhos aos peregrinos, pedindo para que cheguem o mais cedo possível a Fátima e identifiquem o local onde estacionam a viatura, não deixando bens ou documentos à vista.

Aos peregrinos que se deslocam a pé, o responsável apelou ao uso de colete refletor, à circulação em fila indiana e na berma da estrada, sempre em sentido contrário ao do trânsito, mas também que “deixem algum espaço para o peregrino que vai à frente, para terem a perceção do perigo que possa surgir e terem alguma reação”.

“Venham por onde vierem, aquilo que apelamos é que sigam estes nossos conselhos”, recomendou, assinalando que no âmbito desta operação os peregrinos são aconselhados a dirigirem-se para estradas que tragam menos perigo, mas ressalvou que a GNR não consegue “controlar o fluxo de toda a gente que vem em direção a Fátima”.


O responsável reconheceu que o Caminho do Tejo é “um bom exemplo que deve ser seguido ao longo de todo o país”, esperançado que “nos próximos tempos as entidades competentes percebam a dimensão desse fluxo e se tomem algumas medidas de arranjar caminhos alternativos para os peregrinos”.

O capitão acrescentou que as obras no recinto do santuário para a instalação de um novo altar “reduziu algum espaço, sobretudo na parte das entradas dos túneis”, pelo que “vai haver um maior constrangimento” naquela área, pedindo aos peregrinos que “respeitem as indicações dos militares, dos escuteiros e dos funcionários” do templo.

A abertura da peregrinação, que assinala os 98 anos dos acontecimentos de Fátima, está marcada para as 18:30 de terça-feira, na Capelinha das Aparições.

As celebrações terminam na quarta-feira, dia 13, com missa, bênção dos doentes e a procissão do adeus. Preside à peregrinação o cardeal arcebispo de Aparecida, no Brasil, Raymundo Damasceno Assis.